PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2015
Qual dos seguintes antibióticos pode aumentar o risco de injúria renal aguda em idosos quando prescrito em associação com bloqueador de canal de cálcio?
Claritromicina + BCC em idosos ↑ risco de IRA devido à inibição do CYP3A4.
A claritromicina é um potente inibidor do CYP3A4. Bloqueadores de canal de cálcio (BCCs) como verapamil e diltiazem (e em menor grau as diidropiridinas) são metabolizados por essa via. A coadministração pode aumentar os níveis séricos do BCC, levando a hipotensão e hipoperfusão renal, especialmente em idosos com comorbidades, aumentando o risco de injúria renal aguda.
Pacientes idosos são particularmente vulneráveis a interações medicamentosas e injúria renal aguda (IRA) devido a comorbidades, polifarmácia e alterações fisiológicas relacionadas ao envelhecimento que afetam a farmacocinética e farmacodinâmica dos fármacos. A claritromicina, um antibiótico macrolídeo, é um potente inibidor da enzima citocromo P450 3A4 (CYP3A4), uma via metabólica crucial para muitos medicamentos. Muitos bloqueadores de canal de cálcio (BCCs), especialmente os não diidropiridínicos como verapamil e diltiazem, são substratos do CYP3A4. A inibição dessa enzima pela claritromicina leva a um aumento significativo das concentrações séricas do BCC, potencializando seus efeitos farmacológicos. Isso pode resultar em hipotensão grave, bradicardia e, consequentemente, hipoperfusão renal, culminando em IRA, especialmente em pacientes idosos com função renal basal comprometida. A conduta nesses casos envolve a revisão da medicação, preferindo alternativas à claritromicina (como a azitromicina, que tem menor potencial de inibição do CYP3A4) ou ao BCC, ou monitoramento rigoroso da pressão arterial e função renal. A educação sobre interações medicamentosas é fundamental para a segurança do paciente idoso polimedicado.
A claritromicina inibe a enzima CYP3A4, responsável pelo metabolismo de muitos bloqueadores de canal de cálcio. Isso aumenta as concentrações séricas do BCC, potencializando seus efeitos hipotensores e levando à hipoperfusão renal e IRA.
Além dos BCCs, a claritromicina pode interagir com estatinas (risco de rabdomiólise), anticoagulantes orais (aumento do INR), benzodiazepínicos, ciclosporina e tacrolimus, entre outros, devido à inibição do CYP3A4.
É crucial monitorar a pressão arterial, frequência cardíaca, eletrólitos e função renal (creatinina e ureia) de perto. Ajustes de dose ou a escolha de alternativas com menor potencial de interação devem ser considerados.
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