HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2020
Recomenda-se que, ao início do tratamento ou durante o mesmo, todos os medicamentos em uso pelo paciente sejam avaliados em relação a possíveis interações medicamentosas. Em particular, os pacientes coinfectados pelo HIV devem ser monitorados em relação a possíveis interações dos Antivirais de Ação Direta com a terapia antirretroviral. SIMEPREVIR, indique qual item não procede.
Simeprevir tem ALTO potencial de interações medicamentosas com indutores/inibidores de CYP3A4; consultar sempre antes de coadministrar.
Simeprevir, um antiviral de ação direta para HCV, é um substrato e inibidor de enzimas CYP3A4, o que o torna propenso a múltiplas interações medicamentosas. A coadministração com potentes indutores ou inibidores de CYP3A4 (como rifampicina, carbamazepina, antifúngicos azólicos, macrolídeos) é frequentemente contraindicada ou exige ajustes rigorosos.
A coinfecção por HIV e HCV representa um desafio terapêutico significativo, exigindo o manejo de múltiplas medicações com alto potencial de interações. O Simeprevir, um antiviral de ação direta (DAA) utilizado no tratamento da hepatite C, é um exemplo clássico de fármaco com farmacocinética complexa, sendo metabolizado e inibindo diversas enzimas e transportadores. A compreensão das interações medicamentosas do Simeprevir é crucial para o residente, especialmente em um cenário de polifarmácia. Ele interage com antirretrovirais (ARVs), como inibidores de protease e inibidores não nucleosídeos da transcriptase reversa (ITRNNs), que podem ser potentes indutores ou inibidores do CYP3A4, alterando drasticamente as concentrações plasmáticas do Simeprevir ou dos ARVs. Além dos ARVs, o Simeprevir interage com diversas outras classes de medicamentos, incluindo antiarrítmicos, bloqueadores de canais de cálcio, estatinas, sedativos/ansiolíticos e antifúngicos. A consulta a bases de dados de interações medicamentosas é uma prática indispensável para garantir a segurança e a eficácia do tratamento, evitando eventos adversos graves ou falha terapêutica.
O Simeprevir é um substrato e inibidor de diversas enzimas do citocromo P450, como a CYP3A4, e de transportadores como a P-gp e OATP1B1/3, o que o torna suscetível a interações com uma vasta gama de medicamentos que afetam essas vias metabólicas.
Potentes indutores de CYP3A4 (ex: rifampicina, carbamazepina, fenitoína, erva de São João) e potentes inibidores de CYP3A4 (ex: ritonavir, claritromicina, antifúngicos azólicos) são classes de medicamentos que podem alterar significativamente os níveis de Simeprevir ou serem afetados por ele, exigindo cautela ou contraindicação.
Pacientes coinfectados por HIV e HCV frequentemente utilizam terapia antirretroviral complexa, que pode incluir medicamentos que interagem com o Simeprevir. O monitoramento é vital para evitar toxicidade, falha terapêutica e garantir a segurança e eficácia de ambos os tratamentos.
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