SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025
No manejo do trabalho de parto prematuro, a associação nifedipina e sulfato de magnésio está
O manejo do trabalho de parto prematuro envolve uma série de intervenções para prolongar a gestação e melhorar os resultados neonatais. Entre as estratégias, destacam-se a tocolise para inibir as contrações e a administração de sulfato de magnésio para neuroproteção fetal. A nifedipina, um bloqueador de canal de cálcio, é um tocolítico amplamente utilizado devido à sua eficácia e perfil de segurança. O sulfato de magnésio, por sua vez, é um agente com múltiplos efeitos, incluindo um leve efeito tocolítico e, mais notavelmente, a capacidade de conferir neuroproteção ao feto prematuro, reduzindo o risco de paralisia cerebral. No entanto, o magnésio é um depressor neuromuscular. A interação entre nifedipina e sulfato de magnésio é clinicamente significativa. A nifedipina pode potencializar o efeito de bloqueio neuromuscular do sulfato de magnésio, aumentando o risco de toxicidade materna, como hipotensão grave, depressão respiratória e, em casos extremos, parada cardíaca. Portanto, a administração concomitante dessas duas drogas é contraindicada, e a equipe médica deve estar ciente dessa interação para evitar complicações graves.
A nifedipina é um bloqueador dos canais de cálcio que atua relaxando a musculatura lisa uterina, inibindo as contrações. É uma das opções mais comuns para tocolise no trabalho de parto prematuro.
O sulfato de magnésio é utilizado no trabalho de parto prematuro principalmente para neuroproteção fetal, reduzindo o risco de paralisia cerebral em recém-nascidos prematuros. Também possui um efeito tocolítico leve.
A principal preocupação é a potencialização do bloqueio neuromuscular do sulfato de magnésio pela nifedipina, o que pode levar a hipotensão grave, depressão respiratória e até parada cardíaca na mãe. Por isso, a associação é contraindicada.
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