Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2019
Um paciente com tuberculose pulmonar diagnosticada e Aids, em uso de tenofovir, lamivudina, atazanavir, ritonavir e dolutegravir, esquema antirretroviral que se baseia em genotipagem, não podendo ser modificado, deverá iniciar o tratamento da tuberculose. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, a droga do esquema de tratamento de tuberculose de primeira escolha, a qual, devido à possível interação com antirretrovirais em uso, deverá ser substituída pela rifabutina, e a droga antirretroviral do esquema do paciente que causa essa interação.
Rifampicina + inibidores de protease (ex: atazanavir/ritonavir) = interação grave; substituir rifampicina por rifabutina.
A rifampicina é um potente indutor enzimático do citocromo P450, o que pode reduzir drasticamente os níveis plasmáticos de diversos antirretrovirais, como os inibidores de protease (ex: atazanavir). Nesses casos, a rifampicina deve ser substituída por rifabutina, que é um indutor enzimático mais fraco, para evitar falha terapêutica do HIV.
O manejo concomitante da tuberculose (TB) e da infecção pelo HIV é um desafio clínico significativo devido à complexidade das interações medicamentosas entre os fármacos antituberculose e os antirretrovirais (ARVs). A rifampicina, um componente chave do esquema de primeira linha para TB, é um potente indutor enzimático do citocromo P450, uma via metabólica crucial para muitos ARVs. Essa indução enzimática pela rifampicina pode levar a uma redução drástica das concentrações plasmáticas de diversos ARVs, especialmente os inibidores de protease (IPs) como atazanavir/ritonavir e os inibidores de transcriptase reversa não nucleosídeos (ITRNNs). A diminuição dos níveis de ARVs compromete a eficácia do tratamento do HIV, podendo levar à falha virológica e ao desenvolvimento de resistência. Para mitigar essas interações, a rifampicina é frequentemente substituída pela rifabutina em pacientes HIV positivos que utilizam ARVs sensíveis à indução enzimática, como atazanavir/ritonavir. A rifabutina é um indutor enzimático mais fraco, permitindo a manutenção de níveis terapêuticos adequados dos ARVs. O ajuste do esquema de tratamento da TB é crucial para garantir a eficácia de ambos os tratamentos e prevenir desfechos adversos.
A rifampicina é um potente indutor do citocromo P450, o que acelera o metabolismo de muitos ARVs, especialmente os inibidores de protease (como atazanavir/ritonavir) e os inibidores de transcriptase reversa não nucleosídeos (ITRNNs), reduzindo suas concentrações plasmáticas e levando à falha terapêutica.
A rifampicina deve ser substituída por rifabutina quando o paciente estiver em uso de antirretrovirais que sofrem forte interação, como inibidores de protease (ex: atazanavir/ritonavir) ou alguns ITRNNs, para evitar a redução da eficácia do tratamento do HIV.
A não substituição da rifampicina por rifabutina pode resultar em níveis subterapêuticos dos inibidores de protease, levando à falha virológica do tratamento do HIV, desenvolvimento de resistência aos ARVs e progressão da doença.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo