Interações Medicamentosas e Falha Contraceptiva: O Que Saber

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2022

Enunciado

Em relação aos métodos contraceptivos, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) O AAS, dexametazona e a rifampicina levam a um aumento de excreção de estradiol, o que pode justificar potencial falha na contracepção por interação medicamentosa.
  2. B) DIU de cobre não deve ser colocado em adolescentes.
  3. C) O uso de medroxiprogesterona é bom, pois não tem os efeitos adversos dos estrogênios, e o retorno da fertilidade é rápido.
  4. D) O anel vaginal atua como método de barreira, não interferindo na parte hormonal da mulher.
  5. E) Os DIUs de progesterona, chamados de endocepção, levam à amenorreia em todos os casos, sendo esse o grande interesse no método.

Pérola Clínica

Rifampicina, dexametasona, AAS → ↑ excreção estradiol → ↓ eficácia contraceptiva.

Resumo-Chave

Alguns medicamentos, como rifampicina (indutor enzimático), dexametasona e AAS, podem interagir com contraceptivos hormonais, aumentando o metabolismo ou a excreção do estradiol, o que reduz a eficácia contraceptiva e aumenta o risco de falha.

Contexto Educacional

A eficácia dos métodos contraceptivos hormonais pode ser comprometida por interações medicamentosas, um ponto crucial para a segurança e o planejamento familiar das pacientes. É fundamental que médicos e estudantes estejam cientes dessas interações para evitar falhas contraceptivas e gravidezes indesejadas. A fisiopatologia da interação envolve principalmente a alteração do metabolismo dos hormônios contraceptivos. Medicamentos como a rifampicina são potentes indutores das enzimas hepáticas do citocromo P450, acelerando a degradação do estradiol e progestagênios. Dexametasona e AAS, embora com mecanismos diferentes, também podem influenciar a disponibilidade hormonal, seja por deslocamento de proteínas plasmáticas ou por outros efeitos metabólicos, resultando em níveis séricos reduzidos dos hormônios contraceptivos e, consequentemente, em menor eficácia. Ao prescrever contraceptivos hormonais, é imperativo realizar uma anamnese detalhada sobre o uso de outras medicações, incluindo fitoterápicos. Em casos de uso concomitante de drogas que interagem, deve-se considerar a troca do método contraceptivo para um não hormonal (como DIU de cobre) ou o uso de métodos de barreira adicionais, além de orientar a paciente sobre os riscos e a necessidade de acompanhamento.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais mecanismos de interação medicamentosa que afetam os contraceptivos hormonais?

Os principais mecanismos incluem a indução enzimática hepática (ex: rifampicina), que acelera o metabolismo dos hormônios contraceptivos, e a interferência na circulação entero-hepática.

Quais outros medicamentos podem reduzir a eficácia dos contraceptivos orais?

Além dos mencionados, alguns anticonvulsivantes (fenitoína, carbamazepina, fenobarbital), alguns antirretrovirais e o antibiótico griseofulvina também podem reduzir a eficácia dos contraceptivos hormonais.

O DIU de cobre pode ser usado em adolescentes?

Sim, o DIU de cobre é um método contraceptivo seguro e altamente eficaz para adolescentes, inclusive nulíparas, e não há contraindicação específica para essa faixa etária.

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