FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2024
Segundo os critérios de elegibilidade da OMS (2015), o uso de métodos contraceptivos injetáveis mensais não deve ser indicado em mulheres que fazem uso de
Lamotrigina ↓ eficácia contraceptivos hormonais; contraceptivos hormonais ↓ níveis de Lamotrigina.
A lamotrigina, um anticonvulsivante, tem uma interação bidirecional com contraceptivos hormonais, incluindo os injetáveis mensais. Os contraceptivos podem reduzir os níveis séricos da lamotrigina, diminuindo sua eficácia anticonvulsivante, e a lamotrigina pode teoricamente afetar a eficácia contraceptiva, embora o principal risco seja para o controle das convulsões.
Os critérios de elegibilidade da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o uso de métodos contraceptivos (MEC) são diretrizes globais que auxiliam profissionais de saúde a determinar quais métodos contraceptivos são seguros e eficazes para mulheres com diferentes condições de saúde. Publicados em 2015 e atualizados periodicamente, esses critérios classificam as condições de saúde em quatro categorias, de 1 (sem restrição) a 4 (método contraindicado). A interação medicamentosa é um aspecto crucial a ser considerado na escolha do método contraceptivo. Alguns medicamentos, como certos anticonvulsivantes e antibióticos, podem afetar o metabolismo dos hormônios contraceptivos, reduzindo sua eficácia e aumentando o risco de falha contraceptiva. A rifampicina, por exemplo, é um potente indutor enzimático que acelera o metabolismo de estrogênios e progestagênios. No caso da lamotrigina, um anticonvulsivante amplamente utilizado, a interação com contraceptivos hormonais é bidirecional e clinicamente significativa. Os estrogênios presentes nos contraceptivos hormonais combinados (incluindo os injetáveis mensais) podem induzir o metabolismo hepático da lamotrigina, resultando em uma redução substancial de seus níveis séricos e, consequentemente, na perda do controle das crises epilépticas. Portanto, para mulheres em uso de lamotrigina, métodos contraceptivos hormonais combinados são geralmente contraindicados (categoria 3 ou 4 da OMS, dependendo da formulação e da condição clínica), sendo preferíveis métodos não hormonais ou progestagênios isolados com monitorização.
Os principais medicamentos que interagem com contraceptivos hormonais incluem alguns anticonvulsivantes (como lamotrigina, carbamazepina, fenitoína), rifampicina, ritonavir (e alguns outros antirretrovirais), e erva de São João. Essas interações podem reduzir a eficácia contraceptiva ou do medicamento concomitante.
A lamotrigina tem uma interação bidirecional com contraceptivos hormonais. Os estrogênios dos contraceptivos podem aumentar o metabolismo da lamotrigina, diminuindo seus níveis séricos e, consequentemente, sua eficácia anticonvulsivante. Por outro lado, a lamotrigina pode teoricamente reduzir a eficácia contraceptiva, embora o impacto clínico seja mais significativo na lamotrigina.
Para mulheres em uso de lamotrigina, métodos contraceptivos não hormonais como o DIU de cobre são opções seguras. Métodos hormonais que não contenham estrogênio, como o DIU hormonal (levonorgestrel) ou implante de etonogestrel, podem ser considerados, mas a monitorização dos níveis de lamotrigina é fundamental.
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