AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2020
Selecione a alternativa que contenha apenas drogas que interagem diminuindo os níveis séricos dos hormônios estrogênicos e, portanto, sua eficácia contraceptiva.
Efavirenz, Rifampicina, Griseofulvina são indutores enzimáticos que ↓ níveis estrogênicos, comprometendo a eficácia contraceptiva.
Medicamentos como Efavirenz, Rifampicina e Griseofulvina são potentes indutores do sistema enzimático citocromo P450, especialmente CYP3A4, que metaboliza os estrogênios. Isso resulta na diminuição dos níveis séricos dos hormônios contraceptivos, reduzindo sua eficácia e aumentando o risco de falha contraceptiva.
As interações medicamentosas representam um desafio significativo na prática clínica, especialmente quando envolvem contraceptivos hormonais. Certos fármacos podem diminuir a eficácia dos contraceptivos, aumentando o risco de gravidez indesejada, o que exige atenção redobrada por parte dos profissionais de saúde. Medicamentos como Efavirenz (antirretroviral), Rifampicina (antibiótico antituberculoso) e Griseofulvina (antifúngico) são conhecidos por serem potentes indutores enzimáticos, particularmente do sistema citocromo P450 no fígado, especialmente a isoenzima CYP3A4. Essa indução acelera o metabolismo dos hormônios estrogênicos e progestagênicos presentes nos contraceptivos, resultando em níveis séricos mais baixos e, consequentemente, em uma redução da sua ação contraceptiva. Ao prescrever esses medicamentos para mulheres em uso de contraceptivos hormonais, é imperativo orientar sobre o risco de falha contraceptiva. Nesses casos, a recomendação é utilizar métodos contraceptivos adicionais ou alternativos, como métodos de barreira (preservativo) ou métodos de longa duração não hormonais (DIU de cobre), para garantir a prevenção da gravidez. O conhecimento dessas interações é crucial para a segurança e eficácia do planejamento familiar.
O principal mecanismo é a indução de enzimas hepáticas (como o citocromo P450, especialmente CYP3A4), que aceleram o metabolismo dos hormônios contraceptivos, diminuindo seus níveis séricos e, consequentemente, sua eficácia.
Incluem alguns anticonvulsivantes (ex: carbamazepina, fenitoína), antibióticos (ex: rifampicina), antirretrovirais (ex: efavirenz) e antifúngicos (ex: griseofulvina).
Recomenda-se a utilização de métodos contraceptivos alternativos ou adicionais não hormonais (ex: preservativo, DIU de cobre) ou a troca para um método hormonal não afetado por essas interações (ex: DIU hormonal, implante).
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