Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2022
O anticoncepcional combinado de baixa dosagem é um dos métodos mais utilizados em todo o mundo. A medicação que sabidamente tem interação negativa com esse tipo de anticoncepcional, podendo causar gravidez indesejada, é:
Topiramato ↓ eficácia de anticoncepcionais combinados por indução enzimática, aumentando risco de gravidez.
Alguns medicamentos, como o topiramato, podem induzir enzimas hepáticas (principalmente o citocromo P450), acelerando o metabolismo dos hormônios presentes nos anticoncepcionais combinados. Isso reduz a concentração plasmática dos hormônios, diminuindo a eficácia contraceptiva e aumentando o risco de gravidez indesejada.
As interações medicamentosas com anticoncepcionais orais combinados (AOCs) são um tópico de grande importância na prática clínica, especialmente para residentes e estudantes de medicina, devido ao risco de falha contraceptiva e gravidez indesejada. Os AOCs são metabolizados principalmente no fígado, e medicamentos que afetam as enzimas hepáticas, especialmente o citocromo P450, podem alterar a eficácia contraceptiva. O topiramato, um anticonvulsivante e profilático para enxaqueca, é um conhecido indutor enzimático hepático. Ao induzir as enzimas do citocromo P450, ele acelera o metabolismo dos hormônios (estrogênio e progestágeno) presentes nos AOCs. Isso resulta em níveis plasmáticos mais baixos dos hormônios contraceptivos, diminuindo sua eficácia e aumentando o risco de ovulação e gravidez. Outros medicamentos com efeito similar incluem a rifampicina, alguns antirretrovirais e outros anticonvulsivantes como fenitoína, carbamazepina e fenobarbital. Ao prescrever AOCs, é fundamental realizar uma anamnese completa sobre o uso de outros medicamentos. Em pacientes que utilizam indutores enzimáticos como o topiramato, deve-se considerar métodos contraceptivos alternativos que não sejam afetados por essas interações, como o dispositivo intrauterino (DIU) de cobre ou hormonal, ou implantes contraceptivos. Se a opção for manter o AOC, pode ser necessário ajustar a dose hormonal ou monitorar a paciente de perto, sempre com orientação especializada, para garantir a eficácia contraceptiva e evitar complicações.
O topiramato é um indutor enzimático hepático, o que significa que ele acelera o metabolismo dos hormônios (estrogênio e progestágeno) presentes nos anticoncepcionais combinados. Isso leva a uma diminuição das concentrações plasmáticas desses hormônios, comprometendo sua ação contraceptiva.
Além do topiramato, outros indutores enzimáticos como rifampicina, alguns antirretrovirais (ex: efavirenz), e outros anticonvulsivantes (ex: fenitoína, carbamazepina, fenobarbital) podem reduzir a eficácia dos anticoncepcionais. O uso de antibióticos de amplo espectro, embora menos comprovado, também é frequentemente citado.
Para mulheres em uso de topiramato, é recomendado o uso de métodos contraceptivos não hormonais (DIU de cobre) ou métodos hormonais que não sejam afetados pela indução enzimática, como o DIU hormonal ou implantes, ou anticoncepcionais orais com doses mais altas de estrogênio, sob orientação médica.
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