SGCH - Santa Genoveva Complexo Hospitalar (MG) — Prova 2021
Droga que não tem interação medicamentosa com anticoncepcionais orais.
Fenitoína, Topiramato e Rifampicina reduzem eficácia de anticoncepcionais orais. Cefalosporinas NÃO interagem.
Alguns medicamentos, como fenitoína, topiramato e rifampicina, são potentes indutores enzimáticos hepáticos (CYP450), acelerando o metabolismo dos hormônios dos anticoncepcionais orais e reduzindo sua eficácia. As cefalosporinas, por outro lado, não possuem esse mecanismo de interação.
A interação medicamentosa entre anticoncepcionais orais (ACOs) e outras drogas é um tópico crucial na prática clínica, especialmente para garantir a eficácia contraceptiva e evitar gestações indesejadas. O principal mecanismo de interação relevante para os ACOs envolve a indução ou inibição das enzimas hepáticas do citocromo P450 (CYP450), responsáveis pelo metabolismo dos hormônios estrogênio e progesterona presentes nos contraceptivos. Medicamentos que são potentes indutores enzimáticos, como a fenitoína, carbamazepina, topiramato, fenobarbital e a rifampicina, aceleram o metabolismo dos hormônios contraceptivos, resultando em níveis plasmáticos mais baixos e, consequentemente, em uma redução da eficácia do ACO. Isso pode levar à falha contraceptiva e ao risco de gravidez. Por outro lado, medicamentos que inibem essas enzimas podem aumentar os níveis hormonais, embora isso seja menos comum como causa de falha contraceptiva. É importante ressaltar que nem todos os antibióticos interagem com os ACOs. A rifampicina é uma exceção notável devido à sua potente capacidade de indução enzimática. No entanto, a maioria dos outros antibióticos, como as cefalosporinas, penicilinas e macrolídeos, não afeta significativamente a eficácia dos contraceptivos hormonais. A orientação adequada aos pacientes sobre o uso de métodos contraceptivos adicionais ou alternativos é fundamental quando há prescrição de medicamentos com interações conhecidas.
As classes de medicamentos que mais comumente interagem com anticoncepcionais orais são os indutores enzimáticos hepáticos, como alguns anticonvulsivantes (fenitoína, carbamazepina, topiramato) e antibióticos como a rifampicina, que aceleram o metabolismo dos hormônios contraceptivos.
Os indutores enzimáticos hepáticos aumentam a atividade das enzimas do citocromo P450 no fígado, que são responsáveis pelo metabolismo dos hormônios estrogênio e progesterona. Isso leva a uma redução dos níveis plasmáticos desses hormônios, diminuindo a eficácia contraceptiva e aumentando o risco de falha.
A maioria dos antibióticos, incluindo as cefalosporinas, penicilinas, macrolídeos (exceto rifampicina), e tetraciclinas, não interagem significativamente com anticoncepcionais orais. A única exceção notável entre os antibióticos é a rifampicina, que é um potente indutor enzimático.
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