IOVALE - Instituto de Olhos do Vale (SP) — Prova 2022
Qual o antibiótico que deve ser evitado quando se opta pela anestesia geral com relaxante muscular?
Aminoglicosídeos (ex: Garamicina/Gentamicina) potencializam relaxantes musculares, aumentando risco de bloqueio neuromuscular prolongado.
Antibióticos aminoglicosídeos, como a Garamicina (Gentamicina), podem potencializar o efeito dos relaxantes musculares utilizados na anestesia geral, prolongando o bloqueio neuromuscular e aumentando o risco de depressão respiratória pós-operatória.
A anestesia geral envolve o uso de múltiplos fármacos, e a compreensão das interações medicamentosas é crucial para a segurança do paciente. Os relaxantes musculares são frequentemente empregados para facilitar a intubação traqueal e otimizar as condições cirúrgicas, induzindo um bloqueio neuromuscular. Alguns antibióticos, notadamente os aminoglicosídeos (como a gentamicina, cujo nome comercial pode ser Garamicina), possuem a capacidade de potencializar o efeito dos relaxantes musculares. Isso ocorre por mecanismos como a inibição da liberação de acetilcolina na junção neuromuscular e o bloqueio dos receptores pós-sinápticos. A consequência clínica dessa interação é um bloqueio neuromuscular prolongado, que pode levar a um atraso na recuperação da função respiratória, dificuldade na extubação e necessidade de ventilação mecânica prolongada no pós-operatório. Portanto, é fundamental que o anestesista esteja ciente do uso prévio ou concomitante de aminoglicosídeos para ajustar a dose do relaxante muscular ou considerar alternativas, minimizando os riscos para o paciente.
Os antibióticos que mais interagem são os aminoglicosídeos (como gentamicina, amicacina) e, em menor grau, a clindamicina e as polimixinas, potencializando o bloqueio neuromuscular.
Os aminoglicosídeos inibem a liberação pré-sináptica de acetilcolina e bloqueiam os receptores pós-sinápticos de acetilcolina na junção neuromuscular, potencializando o efeito dos relaxantes musculares.
As consequências incluem dificuldade na extubação, depressão respiratória pós-operatória, necessidade de ventilação mecânica prolongada e aumento do risco de complicações pulmonares.
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