PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2018
Assinale a alternativa que relata de forma correta um problema que pode ter acontecido em decorrência de interação medicamentosa.
Fenobarbital é indutor enzimático hepático, ↓ eficácia de anticoncepcionais orais, ↑ risco de gravidez.
O fenobarbital é um potente indutor enzimático hepático (citocromo P450), acelerando o metabolismo de outros fármacos, como os componentes dos anticoncepcionais orais (etinilestradiol e levonorgestrel), resultando na diminuição de sua concentração plasmática e, consequentemente, na falha contraceptiva.
As interações medicamentosas representam um desafio significativo na prática clínica, podendo levar a falhas terapêuticas ou toxicidade. A interação entre anticonvulsivantes e anticoncepcionais orais é um exemplo clássico e de grande importância, especialmente para mulheres em idade fértil com epilepsia. O fenobarbital, um anticonvulsivante amplamente utilizado, é um potente indutor enzimático. A fisiopatologia dessa interação reside na capacidade do fenobarbital de induzir as enzimas do citocromo P450 no fígado, que são responsáveis pelo metabolismo de muitos fármacos, incluindo os componentes hormonais dos anticoncepcionais orais (como etinilestradiol e levonorgestrel). Ao acelerar o metabolismo desses hormônios, o fenobarbital diminui suas concentrações plasmáticas, reduzindo drasticamente a eficácia contraceptiva. Para pacientes epilépticas em uso de indutores enzimáticos, é crucial a escolha de um método contraceptivo alternativo ou a adaptação da dosagem. Métodos não hormonais (DIU de cobre) ou hormonais que bypassam o metabolismo de primeira passagem hepática (como implantes ou DIU hormonal) são frequentemente preferidos. A falha em reconhecer essa interação pode resultar em gravidez não planejada, com implicações para a saúde da mãe e do feto, dada a teratogenicidade de alguns anticonvulsivantes.
O fenobarbital é um indutor potente das enzimas hepáticas do citocromo P450, que metabolizam os hormônios dos anticoncepcionais orais, diminuindo suas concentrações plasmáticas e, consequentemente, sua eficácia contraceptiva.
Além de alguns anticonvulsivantes (como carbamazepina, fenitoína), outros indutores enzimáticos (rifampicina, griseofulvina) e até mesmo alguns antibióticos (embora a evidência seja mais fraca para a maioria) podem reduzir a eficácia dos anticoncepcionais.
Recomenda-se o uso de métodos contraceptivos não hormonais (DIU de cobre) ou métodos hormonais de alta dose ou não orais (DIU hormonal, implante, injeção) que não sofram tanto com a indução enzimática, ou ainda anticoncepcionais orais com doses mais elevadas de estrogênio, sob orientação médica.
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