HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2024
Qual alternativa abaixo corresponde a fármaco que pode reduzir a eficácia do uso de contraceptivos hormonais?
Indutores enzimáticos (Rifampicina, anticonvulsivantes) → ↓ eficácia contraceptivos hormonais.
Medicamentos que são potentes indutores enzimáticos do citocromo P450, como a rifampicina e diversos anticonvulsivantes (fenitoína, fenobarbital, oxcarbamazepina), aceleram o metabolismo dos hormônios contraceptivos, reduzindo suas concentrações plasmáticas e, consequentemente, sua eficácia.
A interação medicamentosa entre contraceptivos hormonais e outros fármacos é um tópico crucial na prática clínica, especialmente para residentes, devido ao risco de falha contraceptiva e gravidez indesejada. Muitos medicamentos, particularmente os indutores enzimáticos hepáticos, podem acelerar o metabolismo dos hormônios presentes nos contraceptivos, reduzindo suas concentrações plasmáticas e, consequentemente, sua eficácia. Entre os fármacos mais notórios por essa interação estão a rifampicina (um antibiótico potente) e diversos anticonvulsivantes, como fenitoína, fenobarbital, carbamazepina e oxcarbamazepina. Esses medicamentos induzem as enzimas do citocromo P450 no fígado, que são responsáveis pela biotransformação dos estrogênios e progestagênios. É imperativo que os profissionais de saúde questionem sobre o uso de contraceptivos hormonais ao prescrever indutores enzimáticos e vice-versa. A orientação deve incluir a recomendação de métodos contraceptivos alternativos ou adicionais (como métodos de barreira) e, em alguns casos, a consideração de métodos contraceptivos de longa duração que são menos afetados por essas interações. O conhecimento aprofundado dessas interações é fundamental para a segurança e eficácia do planejamento familiar.
Indutores enzimáticos, como a rifampicina e alguns anticonvulsivantes, aumentam a atividade das enzimas hepáticas do citocromo P450, que são responsáveis pelo metabolismo dos hormônios contraceptivos. Isso acelera a degradação dos hormônios, diminuindo suas concentrações no sangue e, consequentemente, sua eficácia contraceptiva.
As principais classes incluem alguns antibióticos (especialmente rifampicina), anticonvulsivantes (fenitoína, fenobarbital, carbamazepina, oxcarbamazepina, topiramato), antirretrovirais (inibidores de protease e inibidores da transcriptase reversa não nucleosídeos) e, em menor grau, alguns antifúngicos.
Para pacientes que utilizam indutores enzimáticos, é recomendado o uso de métodos contraceptivos não hormonais (como DIU de cobre ou preservativos) ou métodos hormonais de longa duração que não são metabolizados pelo fígado da mesma forma (como o DIU hormonal ou implante, embora a eficácia possa ser ligeiramente reduzida para alguns). A contracepção oral de alta dose pode ser considerada, mas com cautela e monitoramento.
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