UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2025
Em um estudo de ensaio clínico, o que é "intenção de tratar" (ITT)?
Análise por Intenção de Tratar (ITT) = analisar pacientes conforme alocação original, mesmo se não completaram ou trocaram tratamento.
O princípio da "intenção de tratar" (ITT) é fundamental em ensaios clínicos randomizados para preservar a validade da randomização. Ele garante que todos os pacientes sejam analisados no grupo ao qual foram originalmente alocados, independentemente de terem recebido o tratamento completo ou de terem aderido a ele.
O princípio da "intenção de tratar" (ITT) é uma pedra angular na metodologia de ensaios clínicos randomizados, essencial para manter a integridade da randomização e a validade interna do estudo. Ele dita que todos os pacientes randomizados devem ser incluídos na análise no grupo ao qual foram originalmente alocados, independentemente de terem recebido o tratamento, aderido a ele ou completado o estudo. A importância da ITT reside em sua capacidade de simular a realidade clínica, onde nem todos os pacientes aderem perfeitamente ao tratamento ou permanecem no estudo. Ao incluir as perdas de seguimento e as não-aderências, a ITT fornece uma estimativa mais conservadora e realista do efeito do tratamento, evitando o viés de seleção que ocorreria se apenas os pacientes que completaram o tratamento fossem analisados. A aplicação da ITT é fundamental para a robustez dos resultados de um ensaio clínico. Embora possa diluir o efeito do tratamento em comparação com uma análise "per protocolo", ela oferece uma visão mais fidedigna da eficácia do tratamento no mundo real, onde a adesão e a continuidade nem sempre são ideais. É um conceito indispensável para a interpretação crítica de estudos científicos.
A análise por intenção de tratar é crucial para preservar os benefícios da randomização, evitando vieses de seleção e superestimando o efeito do tratamento ao incluir todos os pacientes alocados.
A análise por intenção de tratar inclui todos os pacientes conforme a alocação inicial, enquanto a análise "per protocolo" inclui apenas aqueles que completaram o estudo e aderiram ao tratamento conforme planejado.
A análise por intenção de tratar deve ser utilizada sempre que possível em ensaios clínicos randomizados para fornecer uma estimativa mais conservadora e realista do efeito do tratamento na prática clínica.
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