HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2017
Dentre os princípios do Sistema Único de Saúde estabelecidos na Lei Federal n° 8080, de 19/09/90, o princípio da Integralidade da Assistência à saúde refere-se a:
Integralidade SUS = ações preventivas + curativas, individuais + coletivas, em TODOS os níveis de complexidade.
O princípio da Integralidade no SUS garante que o indivíduo seja visto como um todo, com acesso a um conjunto completo e articulado de ações e serviços de saúde, desde a prevenção até o tratamento e reabilitação, em todos os níveis de complexidade.
O Sistema Único de Saúde (SUS) é um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo, regido por princípios e diretrizes estabelecidos na Constituição Federal de 1988 e detalhados na Lei Federal nº 8.080/90. A Integralidade da Assistência é um dos pilares doutrinários, garantindo que a saúde seja vista de forma ampla, englobando todas as necessidades do indivíduo. Sua importância clínica e social é imensa, pois busca superar a fragmentação do cuidado. A fisiopatologia não se aplica diretamente a este conceito, que é de gestão e política de saúde. O diagnóstico da aplicação da Integralidade se dá pela avaliação da capacidade do sistema em oferecer um cuidado contínuo e completo, desde a promoção da saúde e prevenção de doenças até o tratamento e reabilitação. Suspeita-se de falha na integralidade quando há lacunas no cuidado, dificuldade de acesso a diferentes níveis de atenção ou foco exclusivo em uma única dimensão da saúde. O 'tratamento' para garantir a Integralidade envolve a articulação de redes de atenção à saúde, a capacitação de profissionais para uma visão ampliada do paciente e a implementação de políticas que integrem os serviços. O prognóstico para o paciente é melhor quando há integralidade, pois suas necessidades são atendidas de forma mais completa. Pontos de atenção incluem a necessidade de comunicação entre os diferentes pontos de atenção e a superação de barreiras burocráticas.
Os princípios doutrinários do SUS são Universalidade (saúde como direito de todos), Equidade (tratar desiguais de forma desigual para alcançar a igualdade) e Integralidade (oferta de um conjunto completo de ações e serviços).
Na prática clínica, a Integralidade significa que um paciente com diabetes, por exemplo, deve ter acesso não só ao tratamento medicamentoso (curativo), mas também a programas de educação em saúde (preventivo), acompanhamento nutricional e acesso a especialistas, se necessário, em diferentes níveis de atenção, de forma contínua.
A Integralidade exige que as ações e serviços sejam oferecidos em todos os níveis de complexidade (atenção primária, secundária e terciária), garantindo que o paciente seja cuidado de forma contínua e abrangente, sem lacunas na assistência, desde a promoção da saúde até a reabilitação.
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