SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2024
Durante o acompanhamento clínico de Tales pelo quadro de tosse crônica, o médico de família assistente identificou outras questões, tais como o fumo recorrente e o sofrimento mental associado ao contexto em que Tales estava inserido. O acompanhamento de saúde se deu considerando todos os aspectos biopsicossociais de Tales, sem esquecer de que ele coabitava com Lana, sua sobrinha de 3 anos, que estava em acompanhamento por ILTB e apresentava piora dos sintomas respiratórios devido ao tabagismo de Tales. Assinale a alternativa que traz o princípio doutrinário do SUS representado nesse caso clínico.
Integralidade no SUS = atenção completa ao indivíduo e família, considerando aspectos biopsicossociais e ambientais.
O princípio da integralidade do SUS preconiza que a saúde deve ser abordada em sua totalidade, englobando a promoção, prevenção, tratamento e reabilitação, além de considerar o indivíduo em seu contexto familiar e social, como demonstrado no caso de Tales e Lana.
O princípio da integralidade é um dos pilares doutrinários do Sistema Único de Saúde (SUS), fundamental para a compreensão da Atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil. Ele preconiza que o cuidado à saúde deve ir além da doença, abrangendo a promoção da saúde, a prevenção de agravos, o tratamento e a reabilitação, sempre considerando o indivíduo em seu contexto familiar, social e ambiental. Este conceito é crucial para a formação de profissionais que atuarão na rede pública, especialmente na Estratégia Saúde da Família. A integralidade exige uma abordagem multiprofissional e interdisciplinar, onde os aspectos biológicos, psicológicos e sociais do paciente são igualmente valorizados. No caso clínico, a atenção ao fumo, sofrimento mental e o impacto na sobrinha com ILTB ilustram perfeitamente a aplicação desse princípio, que busca entender e intervir sobre os múltiplos fatores que afetam a saúde do indivíduo e de sua comunidade. É a capacidade de oferecer uma atenção completa e contínua, articulando os diferentes níveis de complexidade do sistema de saúde. Para residentes, compreender a integralidade é essencial para desenvolver uma prática clínica humanizada e eficaz, que reconheça a complexidade dos processos de saúde-doença. Isso implica em não focar apenas na queixa principal, mas em investigar e intervir sobre os determinantes sociais e ambientais da saúde, promovendo um cuidado abrangente e resolutivo. A integralidade é um diferencial na qualidade da atenção e na formação de um profissional de saúde completo.
A integralidade no SUS significa que o sistema deve oferecer um conjunto de ações de saúde que vão desde a promoção e prevenção até o tratamento e reabilitação, considerando o indivíduo em sua totalidade biopsicossocial e seu contexto familiar e comunitário.
Na prática, a integralidade se manifesta através da atenção contínua e coordenada, da abordagem multiprofissional, da consideração dos determinantes sociais da saúde e da articulação entre os diferentes níveis de atenção.
A universalidade garante que todos os cidadãos brasileiros tenham direito ao acesso aos serviços de saúde. Já a integralidade se refere à qualidade e à amplitude desse cuidado, assegurando que ele seja completo e atenda a todas as necessidades do indivíduo.
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