FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2022
Ana Letícia é médica de família e comunidade de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de seu município. Durante atendimento de Morgana, 54 anos, com história de epilepsia, identificou que precisaria introduzir uma segunda droga antiepiléptica ao tratamento. Assim, Ana Letícia encaminhou Morgana para atendimento com neurologista, uma vez que considerou não ter experiência no manejo dessas drogas. Diante da situação descrita, qual o princípio da atenção básica está presente na ação de Ana Letícia ao encaminhar Morgana para atendimento com neurologista? Assinale a alternativa correta:
Encaminhamento para especialista por falta de experiência em manejo complexo = Princípio da Integralidade do cuidado.
A integralidade do cuidado na atenção básica não significa que o médico da família deve resolver tudo, mas sim que ele deve garantir que o paciente receba o cuidado completo, seja por meio de sua própria atuação ou pela articulação com outros níveis de atenção, como o encaminhamento para um especialista.
A integralidade é um dos princípios doutrinários do Sistema Único de Saúde (SUS) e um pilar fundamental da Atenção Básica. Ela preconiza que o cuidado à saúde deve ser ofertado de forma completa, abrangendo ações de promoção, prevenção, tratamento e reabilitação, e considerando o indivíduo em sua totalidade, em seu contexto familiar e social. Na prática da Medicina de Família e Comunidade, a integralidade não significa que o médico da UBS deva resolver todos os problemas de saúde, mas sim que ele deve ser capaz de identificar as necessidades do paciente e garantir que elas sejam atendidas, seja por meio de sua própria atuação ou pela articulação com outros níveis de complexidade do sistema de saúde. O encaminhamento para um especialista, quando necessário e justificado pela complexidade do caso ou pela limitação de experiência, é uma manifestação da integralidade, pois visa assegurar o cuidado mais adequado ao paciente. Embora a coordenação do cuidado seja um atributo essencial da APS que se relaciona com a integralidade (pois organiza o fluxo do paciente na rede), a ação de Ana Letícia de encaminhar Morgana para o neurologista para garantir o melhor tratamento para sua epilepsia complexa reflete a busca pela completude e adequação do cuidado, que é a essência da integralidade. Ela reconhece a necessidade de um cuidado especializado para complementar o que a Atenção Básica pode oferecer, agindo para que o paciente receba o cuidado integral.
A integralidade significa que o sistema de saúde deve oferecer um conjunto completo de ações de promoção, prevenção, tratamento e reabilitação, considerando o indivíduo em sua totalidade e em todos os níveis de atenção, garantindo um cuidado abrangente.
Na prática, a integralidade se manifesta na capacidade do médico de família de abordar as necessidades de saúde do paciente de forma ampla, seja prestando o cuidado diretamente ou articulando o encaminhamento e o acompanhamento em outros pontos da rede de atenção à saúde, garantindo a continuidade.
A integralidade é a amplitude e a completude do cuidado oferecido ao paciente, enquanto a coordenação do cuidado é o atributo que garante a continuidade e a articulação desse cuidado entre os diferentes pontos da rede de atenção à saúde, evitando fragmentação.
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