UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2020
Sabe-se que uma das características da Atenção Primária à Saúde (APS) é abordar problemas diversos, desde problemas orgânicos a funcionais. Nessa perspectiva, uma usuária, frequentadora assídua da Unidade Básica de Saúde há 11 anos, procura o serviço, muito chorosa, com queixa de dor de cabeça. Ao ser acolhida pela enfermeira, relata que perdeu o emprego, sem justa causa. Nesse caso, assinale a alternativa CORRETA sobre qual atributo da APS deve ser destacado:
Integralidade na APS = abordar problemas orgânicos, psicológicos e sociais do paciente.
A integralidade na Atenção Primária à Saúde vai além do tratamento da queixa principal, englobando a compreensão do indivíduo em seu contexto social, familiar e emocional. Isso significa considerar os determinantes sociais da saúde e oferecer uma abordagem holística, como no caso da paciente que, além da dor de cabeça, revela a perda do emprego e sofrimento emocional.
A Atenção Primária à Saúde (APS) é a porta de entrada preferencial do sistema de saúde e se baseia em atributos essenciais que garantem a qualidade e a efetividade do cuidado. Entre eles, destacam-se o primeiro contato, a longitudinalidade, a integralidade e a coordenação do cuidado. A compreensão desses atributos é fundamental para a atuação dos profissionais de saúde, especialmente residentes, na construção de um sistema de saúde robusto e centrado no paciente. A integralidade é um dos pilares da APS e significa que a equipe de saúde deve ser capaz de atender às necessidades de saúde da população de forma completa, considerando o indivíduo em sua totalidade – corpo, mente e contexto social. Isso implica em ir além da queixa-sintoma, investigando os determinantes sociais, emocionais e ambientais que podem influenciar a saúde. No caso da questão, a dor de cabeça é o sintoma, mas a perda do emprego é um fator psicossocial relevante que precisa ser abordado para um cuidado integral. Para o residente, a prática da integralidade exige uma escuta qualificada, a capacidade de estabelecer vínculo e a habilidade de articular diferentes níveis de atenção e recursos da comunidade. É um desafio constante que visa garantir que o paciente seja visto como um ser humano complexo, e não apenas como um portador de uma doença específica, promovendo um cuidado mais humano e eficaz.
A integralidade na APS refere-se à capacidade de abordar o indivíduo de forma completa, considerando suas dimensões biológicas, psicológicas e sociais. Isso implica em oferecer um cuidado que vá além da doença, contemplando a promoção da saúde, prevenção de doenças, tratamento e reabilitação, e reconhecendo os determinantes sociais da saúde.
A longitudinalidade é a continuidade do cuidado ao longo do tempo, estabelecendo um vínculo entre o paciente e a equipe de saúde. Já a integralidade é a amplitude desse cuidado, garantindo que todas as necessidades de saúde do indivíduo sejam atendidas, de forma holística e contextualizada, independentemente do tempo de vínculo.
No acolhimento, a integralidade se manifesta quando a equipe de saúde escuta ativamente o paciente, não apenas a queixa principal, mas também suas preocupações, medos e o contexto de vida. Isso permite identificar necessidades que vão além do problema orgânico imediato, como questões sociais ou emocionais, e planejar um cuidado mais completo.
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