HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2018
Dentre as ações abaixo, a que exemplifica mais corretamente a integralidade enquanto atributo da Atenção Primária à Saúde é:
Integralidade na APS = cuidado holístico, considerando aspectos biológicos, psicológicos, sociais e culturais do paciente.
A integralidade na Atenção Primária à Saúde vai além da oferta de serviços, abrangendo a compreensão do indivíduo em seu contexto de vida. Avaliar a religiosidade de um paciente com câncer terminal exemplifica essa abordagem holística, que considera as dimensões psicossociais e espirituais, essenciais para um cuidado completo.
A integralidade é um dos atributos essenciais da Atenção Primária à Saúde (APS) e um princípio fundamental do Sistema Único de Saúde (SUS). Ela transcende a simples oferta de uma gama de serviços, referindo-se à capacidade de compreender o indivíduo em sua totalidade, considerando suas dimensões biológicas, psicológicas, sociais e culturais, e de articular os diferentes níveis de atenção à saúde. Na prática, a integralidade implica em um cuidado que vai além da doença, buscando entender o contexto de vida do paciente, suas crenças, valores e necessidades. Isso significa que o profissional de saúde deve estar apto a acolher o sofrimento, promover a saúde, prevenir doenças, tratar agravos e reabilitar, sempre com uma visão ampliada e humanizada. Exemplos de integralidade incluem a abordagem de determinantes sociais da saúde, a escuta ativa das queixas não biomédicas e a consideração de aspectos como a religiosidade ou espiritualidade, especialmente em momentos de vulnerabilidade como o diagnóstico de uma doença grave. Esse cuidado holístico é crucial para a efetividade da APS e para a construção de um vínculo terapêutico sólido.
A integralidade significa que o cuidado deve ser abrangente, considerando o indivíduo em sua totalidade (biológica, psicológica, social e cultural), e que os serviços de saúde devem atuar em todos os níveis de atenção, da promoção à reabilitação.
Manifesta-se ao considerar não apenas a doença, mas também o contexto de vida do paciente, seus valores, crenças e necessidades, promovendo um cuidado que vai além da queixa principal e busca a articulação entre os diferentes pontos da rede de atenção.
A religiosidade e a espiritualidade podem ser fontes importantes de suporte e enfrentamento para pacientes em situações de doença grave, influenciando sua qualidade de vida e adesão ao tratamento. Considerá-las é parte do cuidado integral e humanizado.
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