PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2026
Um paciente com suspeita de um quadro neurológico é atendido em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Após a avaliação, o médico o encaminha para uma consulta com um especialista, mas a espera para o agendamento é de cinco meses, atrasando o diagnóstico e o tratamento. Essa situação reflete uma falha na garantia de qual diretriz do Sistema Único de Saúde (SUS)?
Dificuldade de acesso a especialista ou exames = Falha na Integralidade do SUS.
A integralidade assegura que o paciente receba assistência em todos os níveis de complexidade. A espera excessiva para consulta especializada rompe a continuidade do cuidado.
A Integralidade é um dos princípios doutrinários do SUS, estabelecido na Constituição Federal de 1988 e detalhado na Lei Orgânica da Saúde (8.080/90). Ela reflete a visão de que o sistema de saúde deve tratar o indivíduo como um todo, não apenas como um conjunto de órgãos ou sintomas, garantindo o acesso a todas as tecnologias de saúde necessárias para o seu bem-estar. Na prática, a integralidade exige que o fluxo entre a Atenção Primária e os demais níveis de atenção seja eficiente. Quando um paciente enfrenta uma espera de cinco meses para uma consulta neurológica necessária para seu diagnóstico, o sistema falha em oferecer a assistência contínua e articulada prometida. Essa fragmentação do cuidado impede a resolução oportuna dos problemas de saúde, evidenciando um gargalo na gestão das redes de atenção.
Universalidade garante que todos os cidadãos tenham direito ao acesso aos serviços de saúde. Já a Integralidade garante que o atendimento cubra todas as necessidades do indivíduo, integrando ações de promoção, prevenção e tratamento em todos os níveis de complexidade.
A integralidade pressupõe um conjunto articulado e contínuo de ações e serviços, preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigidos para cada caso em todos os níveis de complexidade do sistema, conforme a Lei 8.080/90.
Através da organização em Redes de Atenção à Saúde (RAS), onde a Atenção Primária atua como centro ordenador, encaminhando os pacientes para a Atenção Secundária (especialistas) e Terciária (hospitais) conforme a necessidade clínica.
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