Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2020
Assinale a alternativa que apresenta as fases de integração do enxerto em ordem cronológica de evolução.
Integração do enxerto: Embebição → Inosculação → Neovascularização.
A integração de um enxerto de pele ocorre em fases sequenciais: primeiro a embebição, onde o enxerto absorve nutrientes do leito; seguida pela inosculação, com a conexão dos vasos sanguíneos; e finalmente a neovascularização, com a formação de novos vasos.
A integração de enxertos de pele é um processo fisiológico complexo e fundamental em cirurgia plástica e reconstrutiva. Compreender suas fases é essencial para o sucesso do procedimento e para a avaliação da viabilidade do enxerto. Esse processo ocorre em uma sequência cronológica bem definida, que garante a nutrição e a revascularização do tecido transplantado. A primeira fase é a **embebição**, que ocorre nas primeiras 24 a 48 horas. Durante este período, o enxerto sobrevive por difusão de nutrientes e oxigênio do plasma do leito receptor, agindo como uma esponja. Em seguida, ocorre a **inosculação**, onde há a conexão direta entre os capilares pré-existentes do enxerto e os do leito receptor, restabelecendo um fluxo sanguíneo rudimentar. Finalmente, a **neovascularização** se inicia, com a formação de novos vasos sanguíneos a partir do leito receptor que invadem o enxerto, estabelecendo uma circulação sanguínea completa e permanente. O conhecimento detalhado dessas fases permite aos cirurgiões otimizar as condições do leito receptor, escolher o tipo de enxerto adequado e monitorar a evolução pós-operatória, identificando precocemente sinais de falha na integração. É um conceito chave para residentes de cirurgia e dermatologia.
A primeira fase é a embebição. Nela, o enxerto sobrevive absorvendo nutrientes e oxigênio do leito receptor por difusão, como uma esponja, antes que a circulação sanguínea seja restabelecida.
A inosculação é a conexão direta entre os vasos sanguíneos pré-existentes do enxerto e os do leito receptor. A neovascularização é a formação de novos vasos sanguíneos a partir do leito receptor que crescem para dentro do enxerto.
A ordem é crucial para a sobrevivência do enxerto. A embebição nutre o enxerto inicialmente, a inosculação restaura parcialmente o fluxo sanguíneo e a neovascularização garante a vascularização completa e a integração a longo prazo.
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