UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2021
Josefa de 65 anos, portadora de diabetes mellitus tipo 2 há aproximadamente 20 anos. Está em uso de Metformina 850 mg (3 vezes ao dia) e Glibenclamida 5mg (1 comprimido antes do café da manhã, 2 antes do almoço e 1 antes do jantar). Traz exames recentes que mostram glicemia de jejum de 143 mg/dl e Hemoglobina glicada de 8,3%. Marque a afirmação correta.
DM2 com HbA1c > 7% em uso de 2 orais → adicionar insulina basal (NPH noturna) é a conduta inicial.
Em pacientes com diabetes mellitus tipo 2 e controle glicêmico inadequado (HbA1c > 7%) apesar do uso de hipoglicemiantes orais em doses otimizadas, a adição de insulina basal é a próxima etapa. A insulina NPH noturna é uma opção eficaz para reduzir a glicemia de jejum e a HbA1c, sem a necessidade de suspender os medicamentos orais.
O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença crônica progressiva, caracterizada por resistência à insulina e disfunção das células beta pancreáticas. Sua prevalência é crescente, e o controle glicêmico adequado é fundamental para prevenir complicações micro e macrovasculares. A meta de HbA1c geralmente é < 7%, mas pode ser individualizada para pacientes idosos ou com comorbidades, visando evitar hipoglicemia. A fisiopatologia do DM2 envolve múltiplos mecanismos, incluindo a redução da secreção de insulina e o aumento da produção hepática de glicose. Quando os hipoglicemiantes orais, como metformina e sulfonilureias, não são suficientes para atingir as metas, a insulinização se torna necessária. A adição de insulina basal, como a NPH, é uma estratégia eficaz para controlar a glicemia de jejum, que é um dos principais contribuintes para a HbA1c elevada. A NPH tem um pico de ação que coincide com a madrugada, controlando a produção hepática de glicose noturna. O tratamento do DM2 é dinâmico e deve ser ajustado conforme a resposta do paciente. A adição de insulina NPH noturna, mantendo os hipoglicemiantes orais, é uma abordagem comum e segura para intensificar o tratamento. É crucial monitorar a glicemia capilar para ajustar a dose da insulina e evitar hipoglicemia, especialmente em pacientes que já usam sulfonilureias. A educação do paciente sobre a técnica de aplicação e o reconhecimento de hipoglicemia são pontos de atenção essenciais para o sucesso terapêutico.
A insulinização deve ser considerada quando o paciente com DM2 não atinge as metas glicêmicas (HbA1c geralmente > 7%) apesar do uso otimizado de dois ou mais agentes hipoglicemiantes orais. Também é indicada em casos de descompensação aguda, perda de peso inexplicada ou sintomas de hiperglicemia grave.
A conduta inicial mais comum é adicionar insulina basal, como a NPH ou análogos de longa duração, geralmente em dose única noturna. Isso ajuda a controlar a glicemia de jejum e a reduzir a HbA1c, mantendo os hipoglicemiantes orais que ainda contribuem para o controle glicêmico.
A Glibenclamida, uma sulfonilureia, tem maior risco de hipoglicemia em pacientes idosos devido à sua longa meia-vida e excreção renal. Em pacientes com DM2 de longa data, como Josefa, e com controle inadequado, a manutenção de altas doses de Glibenclamida pode ser perigosa e deve ser reavaliada ao iniciar insulina.
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