FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2025
Um paciente de 62 anos de idade com diabetes mellitus tipo 2, diagnosticado há 10 anos, apresentou controle glicêmico inadequado, apesar do uso de metformina e glimepirida em doses máximas toleradas. Sua hemoglobina glicada (HbA1c) recente foi de 9,2%, e ele relata sintomas de polidipsia e perda de peso não intencional nos últimos meses. Com base nessa situação hipotética e nas diretrizes do Ministério da Saúde, assinale a alternativa correta, no que diz respeito à indicação de insulinização para esse paciente.
DM2 + HbA1c ↑ + sintomas catabólicos (polidipsia, perda peso) → iniciar insulinização.
A presença de sintomas catabólicos como polidipsia e perda de peso não intencional, juntamente com um controle glicêmico inadequado (HbA1c > 9%), mesmo com terapia oral máxima, é uma indicação clara para iniciar a insulinização em pacientes com diabetes tipo 2. Isso visa reverter o catabolismo e melhorar o controle glicêmico.
O Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2) é uma doença crônica progressiva caracterizada por resistência à insulina e disfunção das células beta pancreáticas. O tratamento inicial geralmente envolve mudanças no estilo de vida e medicamentos orais, como metformina e sulfonilureias. No entanto, com a progressão da doença, muitos pacientes necessitam de terapia com insulina para alcançar e manter o controle glicêmico adequado. A insulinização no DM2 não deve ser vista como uma falha do tratamento, mas sim como uma evolução natural da doença. As diretrizes atuais recomendam a introdução de insulina em diversas situações. Uma indicação clara é a presença de sintomas catabólicos, como polidipsia (sede excessiva), poliúria (micção frequente) e perda de peso não intencional, especialmente quando acompanhados de um controle glicêmico inadequado (HbA1c > 9-10%), mesmo com a terapia oral máxima tolerada. Esses sintomas indicam um estado de deficiência insulínica significativa e descompensação metabólica. Outras indicações para insulinização incluem HbA1c persistentemente elevada (>8-9%) apesar da otimização da terapia oral combinada, hiperglicemia grave com cetoacidose ou estado hiperosmolar, e em situações de estresse agudo (infecções graves, cirurgias). A insulinização precoce pode preservar a função das células beta e melhorar o prognóstico a longo prazo, sendo uma ferramenta essencial no arsenal terapêutico do DM2.
Os critérios incluem HbA1c muito elevada (>9-10%), presença de sintomas catabólicos (polidipsia, poliúria, perda de peso), falha da terapia oral máxima, e em algumas situações, complicações agudas ou cirurgias.
A metformina reduz a produção hepática de glicose e aumenta a sensibilidade à insulina. A glimepirida (sulfonilureia) estimula a secreção de insulina pelas células beta pancreáticas.
A HbA1c reflete a média dos níveis de glicose nos últimos 2-3 meses, sendo um indicador crucial do controle glicêmico a longo prazo e do risco de complicações micro e macrovasculares.
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