UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2020
M.A.B., de 52 anos, é paciente da UBS há mais de 5 anos. Nos últimos dois anos, o controle da glicemia vem piorando e suas últimas medidas de hemoglobina glicosilada (HbA1C) têm variado entre 9 e 9,5%. Ela já faz uso de uma biguanida (metformina, 2550 mg ao dia) e de uma sulfonilureia (glibenclamida 20 mg ao dia). Não houve grandes mudanças em seu peso (68 kg em 165 cm de estatura) nem no padrão alimentar. Costuma caminhar 1h por dia na ida e na volta do trabalho. Nessa consulta, está propensa a aceitar o uso da insulina. A conduta mais adequada é:
DM2 com falha terapêutica oral e HbA1C > 9% → iniciar insulina basal (NPH noturna) mantendo hipoglicemiantes orais.
Em pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2 que já utilizam terapia oral máxima (metformina e sulfonilureia) e apresentam controle glicêmico inadequado (HbA1C > 9%), a adição de insulina basal (geralmente NPH à noite) é a conduta preferencial, mantendo os hipoglicemiantes orais para otimizar o controle.
O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença crônica progressiva caracterizada por resistência à insulina e disfunção das células beta pancreáticas. Com o tempo, muitos pacientes necessitam de terapia combinada e, eventualmente, insulinização para manter o controle glicêmico e prevenir complicações micro e macrovasculares. A decisão de iniciar insulina é crucial para a proteção de órgãos-alvo e a melhoria da qualidade de vida. A insulinização basal é o primeiro passo na maioria dos casos de DM2 com falha da terapia oral. A insulina NPH, administrada à noite, ajuda a controlar a glicemia de jejum, que é um componente importante da HbA1C. É fundamental manter os hipoglicemiantes orais, como a metformina, que atua reduzindo a produção hepática de glicose e melhorando a sensibilidade à insulina, e a sulfonilureia, que estimula a secreção de insulina residual. O monitoramento da glicemia de jejum é essencial para o ajuste da dose de insulina basal, buscando atingir as metas individualizadas. A HbA1C deve ser reavaliada periodicamente para verificar o controle a longo prazo. A educação do paciente sobre a técnica de aplicação e o reconhecimento de hipoglicemia são pontos-chave para o sucesso da terapia.
A insulinoterapia é indicada em pacientes com DM2 que não atingem as metas glicêmicas com a terapia oral máxima, especialmente com HbA1C > 9% ou sintomas de hiperglicemia.
A insulina basal (NPH ou análogos de longa duração) é geralmente a primeira escolha, administrada em dose única diária, preferencialmente à noite.
Não, a metformina e, em muitos casos, as sulfonilureias devem ser mantidas para otimizar o controle glicêmico e reduzir a dose de insulina necessária.
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