Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2025
Para substituir a insulina NPH por um análogo, as opções mais indicadas são:
A insulina NPH (Neutral Protamine Hagedorn) é uma insulina de ação intermediária, com um pico de ação que pode levar a hipoglicemias e uma duração que muitas vezes exige duas aplicações diárias. Com o avanço da farmacologia, surgiram os análogos de insulina basal, que oferecem um perfil farmacocinético mais favorável, com menor variabilidade e menor risco de hipoglicemia. Os principais análogos de insulina basal são a glargina (U100 e U300), degludeca (U100 e U200) e detemir. Esses análogos são projetados para mimetizar a secreção basal de insulina do pâncreas, proporcionando um controle glicêmico mais estável ao longo de 24 horas ou mais, com um pico de ação menos pronunciado ou ausente. Isso resulta em menor incidência de hipoglicemias, especialmente as noturnas, que são um grande desafio no tratamento do diabetes. A substituição da NPH por um análogo basal é uma estratégia comum para otimizar o tratamento do diabetes mellitus tipo 1 e tipo 2, melhorando a segurança e a eficácia do controle glicêmico. É fundamental que o residente compreenda as características de cada tipo de insulina para fazer a escolha terapêutica mais adequada para cada paciente, considerando o perfil glicêmico, o estilo de vida e as comorbidades.
A insulina NPH tem um pico de ação mais pronunciado e uma duração mais variável, aumentando o risco de hipoglicemia. Análogos basais têm um perfil de ação mais plano e prolongado, com menor variabilidade e menor risco de hipoglicemia.
A substituição é recomendada para otimizar o controle glicêmico, reduzir a frequência de hipoglicemias (especialmente noturnas) e simplificar o regime de injeções, melhorando a qualidade de vida do paciente.
Análogos de ação rápida incluem lispro, asparte e glulisina. Eles são usados para cobrir as refeições (insulina prandial) e corrigir hiperglicemias agudas, devido ao seu rápido início e curta duração de ação.
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