FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2020
A comparação da insulina NPH, em esquema de múltiplas doses, com a insulina glargina em pacientes de 5 a 16 anos revelou que:
Insulina glargina vs. NPH em crianças: glargina ↓ glicemia jejum, mesma HbA1c, menor risco de hipoglicemia noturna.
Em crianças e adolescentes com diabetes tipo 1, a insulina glargina (análogo de ação prolongada) demonstrou ser superior à NPH na redução da glicemia de jejum, sem diferença significativa na HbA1c total, indicando um controle mais estável da glicemia basal e menor risco de hipoglicemia noturna.
O manejo do Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1) em crianças e adolescentes é complexo e visa um controle glicêmico rigoroso para prevenir complicações agudas e crônicas, minimizando o risco de hipoglicemia. A escolha da insulina basal é um componente chave desse esquema. Tradicionalmente, a insulina NPH era amplamente utilizada, mas com o advento dos análogos de insulina de ação prolongada, como a glargina, novas opções terapêuticas surgiram. Estudos comparando a insulina glargina com a NPH em pacientes pediátricos com DM1 têm demonstrado que a glargina oferece vantagens significativas, especialmente no controle da glicemia de jejum. Devido ao seu perfil de ação mais plano e prolongado, a glargina proporciona uma cobertura basal mais estável ao longo das 24 horas, resultando em menores níveis de glicemia ao acordar. Isso contribui para um melhor controle glicêmico geral, mesmo que a hemoglobina glicada (HbA1c), que reflete a média glicêmica dos últimos 2-3 meses, possa ser similar entre os dois regimes quando o controle prandial é bem ajustado. A utilização da glargina também pode estar associada a um menor risco de hipoglicemia noturna, um evento preocupante em crianças. A compreensão dessas diferenças é crucial para residentes em endocrinologia pediátrica, permitindo a otimização dos esquemas de insulinoterapia e a melhoria da qualidade de vida dos jovens pacientes com DM1.
A insulina NPH tem um pico de ação mais pronunciado e duração intermediária, enquanto a glargina é um análogo de ação prolongada, com perfil de ação mais plano e sem pico, proporcionando uma cobertura basal mais estável por 24 horas.
A glargina oferece um controle basal mais consistente e previsível durante a noite, reduzindo a hiperglicemia matinal e, consequentemente, a glicemia de jejum, devido ao seu perfil de ação sem pico.
Estudos sugerem que a glargina pode estar associada a um menor risco de hipoglicemia noturna grave em comparação com a NPH, devido ao seu perfil de ação mais suave e previsível.
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