SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2025
A tentativa de suicídio é hoje um problema de saúde pública. Não só pelo aumento progressivo dos casos, mas também pelo alto custo de internações prolongadas devido potencialização gerada pelas tentativas medicamentosas de fácil acesso. Um paciente que dá entrada não responsivo em uma unidade hospitalar apresentando hipoglicemia grave (30mg/dl). O acompanhante que levou o paciente desacordado relata que encontrou paciente com caneta de insulina em mãos. A hipótese diagnóstica foi superdosagem autoadministrada de insulina. É exemplo de uma insulina de ação ultra rápida
Insulina ultrarrápida = Asparte, Lispro, Glulisina → Rápido início e pico de ação.
As insulinas de ação ultrarrápida, como a Asparte, Lispro e Glulisina, são projetadas para ter um início de ação muito rápido (5-15 minutos) e um pico em cerca de 1-2 horas, mimetizando a secreção fisiológica de insulina pós-prandial. Isso as torna eficazes para controle glicêmico imediato, mas também perigosas em superdosagem devido ao rápido e intenso efeito hipoglicemiante.
A farmacologia das insulinas é um tema crucial na prática médica, especialmente no manejo do diabetes mellitus e em situações de emergência. As insulinas são classificadas de acordo com seu perfil de ação (início, pico e duração), o que determina sua indicação clínica. As insulinas de ação ultrarrápida, como Asparte (Novorapid), Lispro (Humalog) e Glulisina (Apidra), são análogos de insulina humana modificados para ter um início de ação muito rápido (5-15 minutos) e um pico de efeito em cerca de 1 a 2 horas, com duração total de 3 a 5 horas. Essas insulinas são frequentemente utilizadas para cobrir as refeições (insulina prandial) devido à sua capacidade de controlar rapidamente os níveis de glicose pós-prandiais. No entanto, essa mesma característica as torna particularmente perigosas em casos de superdosagem, resultando em hipoglicemia grave e de rápido desenvolvimento, como ilustrado na questão. A hipoglicemia é uma complicação séria que pode levar a danos neurológicos permanentes ou morte se não for prontamente reconhecida e tratada. Para residentes, é fundamental conhecer os diferentes tipos de insulina e seus perfis de ação para prescrever corretamente e manejar emergências. Em casos de superdosagem, o tratamento da hipoglicemia grave em pacientes não responsivos envolve a administração imediata de glicose intravenosa. A prevenção de tentativas de suicídio e o manejo de pacientes com transtornos psiquiátricos que utilizam medicamentos como a insulina para autoagressão também são aspectos importantes da saúde pública.
As insulinas são classificadas em ultrarrápidas (Asparte, Lispro, Glulisina), rápidas (regular), intermediárias (NPH) e de ação prolongada (Glargina, Detemir, Degludeca), variando no início, pico e duração de ação.
Insulinas ultrarrápidas têm início de ação em minutos e pico em 1-2 horas, sendo usadas para controle pós-prandial. Insulinas prolongadas têm início lento, sem pico pronunciado, e duração de até 24-42 horas, para controle basal.
Em pacientes conscientes, administrar carboidratos de rápida absorção. Em pacientes inconscientes ou não responsivos, administrar glicose intravenosa (50% ou 25%) ou glucagon intramuscular/subcutâneo, monitorando rigorosamente a glicemia.
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