Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2025
Um homem de 68 anos, com histórico de obesidade e sedentário, apresenta queixas de dor e edema em membros inferiores, principalmente ao final do dia, associadas a alterações fisiológicas. Durante o exame físico, foi observada pigmentação castanho- avermelhada na região maleolar medial e presença de úlceras superficiais em uma das pernas. Não há sinais de claudicação ao caminhar ou alteração significativa dos pulsos periféricos. Com base no quadro clínico descrito, qual das manifestações abaixo é mais característica da insuficiência venosa crônica em estágio avançado?
IVC avançada → edema persistente, pigmentação ocre maleolar medial, úlceras venosas.
A insuficiência venosa crônica (IVC) em estágio avançado é caracterizada por sinais cutâneos tróficos devido à hipertensão venosa prolongada. A pigmentação castanho-avermelhada (ocre) na região maleolar medial, causada pelo extravasamento de hemossiderina, e a presença de úlceras superficiais de estase venosa são manifestações clássicas e altamente sugestivas de IVC descompensada, diferenciando-a de outras causas de dor e edema.
A Insuficiência Venosa Crônica (IVC) é uma condição comum caracterizada pela incapacidade das veias dos membros inferiores de retornar o sangue adequadamente ao coração, resultando em hipertensão venosa. Fatores de risco incluem obesidade, sedentarismo, idade avançada, histórico de trombose venosa profunda e predisposição genética. A IVC progride em estágios, desde sintomas leves até alterações tróficas graves e úlceras. As manifestações clínicas da IVC variam com a gravidade. Inicialmente, podem ocorrer dor, sensação de peso e edema, principalmente ao final do dia. Em estágios avançados, a hipertensão venosa prolongada leva a alterações cutâneas características, como pigmentação ocre (devido ao extravasamento de hemácias e depósito de hemossiderina), lipodermatoesclerose (inflamação e fibrose do tecido subcutâneo) e, finalmente, a formação de úlceras venosas, que são lesões cutâneas de difícil cicatrização, geralmente localizadas na região maleolar medial. O diagnóstico é clínico, complementado por ultrassonografia Doppler para avaliar a competência das valvas venosas. O tratamento visa aliviar os sintomas, prevenir a progressão da doença e promover a cicatrização das úlceras, incluindo medidas de compressão, elevação dos membros, cuidados com a pele e, em alguns casos, intervenções cirúrgicas ou endovasculares. É fundamental diferenciar a IVC de outras causas de edema e úlceras nos membros inferiores.
Os sinais cutâneos incluem edema persistente, pigmentação ocre (castanho-avermelhada) na região maleolar medial devido ao depósito de hemossiderina, lipodermatoesclerose (endurecimento da pele e tecido subcutâneo) e a formação de úlceras venosas, geralmente superficiais e com exsudato.
Úlceras venosas são tipicamente na região maleolar medial, superficiais, com bordas irregulares, leito granuloso e associadas a edema e pigmentação. Úlceras arteriais são mais dolorosas, localizadas em extremidades ou pontos de pressão, com bordas bem definidas, leito pálido ou necrótico, e associadas a pulsos periféricos diminuídos ou ausentes e claudicação.
O índice tornozelo-braquial (ITB) é usado para rastrear doença arterial periférica concomitante. Em pacientes com IVC pura, o ITB é geralmente normal (>0,9). Um ITB reduzido (<0,9) sugere doença arterial e requer investigação adicional, pois pode influenciar o manejo da úlcera.
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