SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2020
Dona Maria, 60 anos, diabética e hipertensa, IMC = 33 m2/kg, em uso regular de losartana, anlodipino e metformina, está com os tornozelos inchados há cerca de 2 meses. Nega trauma local, dispneia aos esforços, ortopneia ou tabagismo. Função renal e hepática normais. Exame clínico cardiovascular, pulmonar e abdominal normais. Exame clínico cardiovascular, pulmonar e abdominal normais. Em ambos os membros inferiores, apresenta varizes de médio calibre, área de pele escurecida e edema (3+/4+), frio, mole e com cacifo, em regiões perimaleolares. Pulsos pediosos presentes e simétricos. Neste caso, a principal hipótese diagnóstica e melhor terapêutica proposta são, respectivamente:
Edema MMII bilateral + varizes + hiperpigmentação + anlodipino = Insuficiência Venosa Crônica + edema medicamentoso.
A presença de varizes, hiperpigmentação e edema com cacifo em MMII bilateralmente, em uma paciente com fatores de risco e uso de anlodipino (que pode causar edema periférico), aponta fortemente para insuficiência venosa periférica e edema de origem medicamentosa. A terapia combinada de meias compressivas e ajuste da medicação é a mais adequada.
O edema de membros inferiores é uma queixa comum na prática clínica, especialmente em pacientes idosos com múltiplas comorbidades. A avaliação deve ser sistemática para identificar a etiologia, que pode ser multifatorial. No caso de Dona Maria, a presença de varizes e hiperpigmentação sugere fortemente insuficiência venosa crônica, uma condição comum que resulta da incompetência das válvulas venosas, levando ao acúmulo de sangue e aumento da pressão hidrostática nos membros inferiores. Além da insuficiência venosa, o uso de anlodipino, um bloqueador dos canais de cálcio, é uma causa bem conhecida de edema periférico. Este medicamento causa vasodilatação arterial, mas não venosa, o que leva a um desequilíbrio na pressão capilar e extravasamento de fluido para o espaço intersticial. A combinação desses fatores contribui para o edema significativo observado na paciente. O manejo ideal envolve abordar todas as causas identificadas. Para a insuficiência venosa, meias elásticas compressivas são a pedra angular do tratamento, auxiliando no retorno venoso. A retirada ou substituição do anlodipino por outro anti-hipertensivo que não cause edema (como um inibidor da ECA ou BRA) é crucial para controlar o componente medicamentoso do edema. A perda de peso e exercícios também são importantes para a saúde vascular geral.
As principais causas incluem insuficiência cardíaca, insuficiência renal, insuficiência hepática, hipotireoidismo, insuficiência venosa crônica, linfedema e efeitos adversos de medicamentos como bloqueadores dos canais de cálcio (ex: anlodipino).
O anlodipino, um bloqueador dos canais de cálcio diidropiridínico, causa vasodilatação arterial preferencial, levando a um aumento da pressão hidrostática capilar e extravasamento de fluido para o interstício, resultando em edema, principalmente nos membros inferiores.
O tratamento não farmacológico inclui elevação dos membros inferiores, exercícios físicos regulares, perda de peso em casos de obesidade, e o uso de meias de compressão elástica, que ajudam a melhorar o retorno venoso e reduzir o edema.
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