INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Uma paciente de 45 anos, multípara, é atendida na unidade básica de saúde relatando dores e aparecimento de edema em membros inferiores, no período vespertino, há 3 anos. Ao exame físico, o médico observa dermatite ocre no terço inferior dos membros inferiores associada a uma lesão circular de 2 cm, superficial, com bordas elevadas e com tecido de granulação, localizada na região maleolar interna da perna direita.Com base nessas informações, a conduta médica adequada para o caso é indicar
Úlcera venosa + dermatite ocre → terapia compressiva (meias de média compressão) e elevação dos membros para reduzir edema e promover cicatrização.
A paciente apresenta sinais clássicos de insuficiência venosa crônica com úlcera venosa. O tratamento conservador é a base da conduta, focado na redução do edema e melhora do retorno venoso através de terapia compressiva e elevação dos membros inferiores.
A insuficiência venosa crônica (IVC) é uma condição comum, especialmente em multíparas, caracterizada pela disfunção das válvulas venosas e/ou obstrução do fluxo venoso, levando ao acúmulo de sangue nas veias dos membros inferiores. Isso resulta em hipertensão venosa, extravasamento de fluidos e proteínas para o interstício, causando edema, alterações tróficas na pele (como a dermatite ocre e lipodermatoesclerose) e, em estágios avançados, úlceras venosas. Essas úlceras são tipicamente superficiais, com bordas elevadas e localizadas na região maleolar medial. O manejo da IVC e das úlceras venosas é predominantemente conservador e baseia-se em pilares como a terapia compressiva e a elevação dos membros inferiores. As meias de compressão graduada (média compressão, geralmente 20-30 mmHg ou 30-40 mmHg) são fundamentais, pois reduzem o diâmetro venoso, melhoram o retorno venoso e diminuem o edema, favorecendo a cicatrização da úlcera. A elevação das pernas, especialmente durante o repouso, também contribui para a redução da hipertensão venosa e do edema. Para residentes, é crucial compreender que a terapia compressiva é a pedra angular do tratamento da úlcera venosa, devendo ser instituída precocemente e de forma contínua. Além disso, o cuidado local da ferida, o controle da dor, a prevenção de infecções e o estímulo à mobilidade são componentes importantes do plano terapêutico. O conhecimento dessas abordagens permite um manejo eficaz, melhorando a qualidade de vida dos pacientes e prevenindo recorrências.
Os sinais incluem edema de membros inferiores (geralmente vespertino), dor e sensação de peso nas pernas, varizes, hiperpigmentação (dermatite ocre), lipodermatoesclerose e, em casos avançados, úlceras venosas, tipicamente na região maleolar medial.
A terapia compressiva (meias ou bandagens) reduz o diâmetro das veias, melhora a função da bomba muscular da panturrilha, diminui o refluxo venoso e o extravasamento capilar, reduzindo o edema e promovendo a cicatrização da úlcera ao melhorar a microcirculação e a oxigenação tecidual.
Outras medidas incluem o cuidado local da ferida (limpeza, desbridamento se necessário, curativos adequados), tratamento de infecções secundárias, estímulo à deambulação e atividade física leve, controle de comorbidades e, em alguns casos, intervenções cirúrgicas ou endovasculares para corrigir a causa da insuficiência venosa.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo