Tratamento de Úlcera Venosa: Termoablação vs Convencional

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Uma paciente de 68 anos, portadora de obesidade grau III (IMC 42 kg/m²) e fibrilação atrial crônica em uso regular de rivaroxabana, procura o serviço de Cirurgia Vascular devido a uma ferida persistente em face medial de tornozelo esquerdo há 8 meses, com episódios de dor e secreção serosa intermitente. Ao exame físico, apresenta úlcera de 4 cm de maior diâmetro, com fundo granulogranulomatoso e bordos bem definidos, circundada por área de hiperpigmentação ocre e endurecimento cutâneo (lipodermatoesclerose). Os pulsos pedioso e tibial posterior são amplos e simétricos. O mapeamento duplex (Doppler colorido) revela refluxo em toda a extensão da veia safena magna esquerda, com diâmetro de 9,5 mm no terço proximal da coxa, e sistema venoso profundo pérvio e competente, sem sinais de sequela de trombose. Com base no quadro clínico e nas evidências atuais para o manejo da insuficiência venosa crônica avançada, a conduta mais adequada para acelerar a cicatrização da úlcera e reduzir o risco de recorrência é:

Alternativas

  1. A) Realizar escleroterapia com espuma de polidocanol ecoguiada da veia safena magna, por ser a técnica com menores taxas de recanalização e complicações em pacientes obesos.
  2. B) Indicar safenectomia convencional por técnica de stripping associada à ligadura de veias perfurantes insuficientes, mantendo o repouso absoluto até a retirada dos pontos.
  3. C) Indicar a termoablação endovenosa (laser ou radiofrequência) da veia safena magna associada à terapia compressiva, de preferência nas primeiras duas semanas de tratamento.
  4. D) Prescrever terapia compressiva elástica de alta compressão (30-40 mmHg) e realizar o tratamento cirúrgico do refluxo apenas após o fechamento completo da úlcera.

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