HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2021
O suporte respiratório é, em diversas ocasiões, solicitado a pacientes que se encontram em estado crítico devido às complicações respiratórias pulmonares decorrentes, em muitos casos, de cirurgias ginecológicas ou obstétricas.Quanto ao tipo de insuficiência e às suas características, é CORRETO afirmar:
Insuficiência respiratória hipóxica = PaO2 < 60 mmHg ou SaO2 ↓, sem necessariamente ↑ PaCO2.
A insuficiência respiratória é classificada em hipóxica (Tipo I) ou hipercápnica (Tipo II). A hipóxica é definida por PaO2 < 60 mmHg em ar ambiente, refletindo falha na oxigenação. A hipercápnica é definida por PaCO2 > 45 mmHg com pH < 7,35, indicando falha na ventilação.
A insuficiência respiratória é uma condição clínica grave caracterizada pela incapacidade do sistema respiratório de manter a troca gasosa adequada, resultando em oxigenação insuficiente (hipoxemia) ou eliminação inadequada de dióxido de carbono (hipercapnia), ou ambos. É uma das principais causas de internação em unidades de terapia intensiva e pode ser uma complicação de diversas condições médicas e cirúrgicas, incluindo cirurgias ginecológicas e obstétricas. Existem dois tipos principais de insuficiência respiratória: a hipóxica (Tipo I) e a hipercápnica (Tipo II). A insuficiência respiratória hipóxica é definida por uma PaO2 < 60 mmHg em ar ambiente, com PaCO2 normal ou baixa. Suas causas incluem pneumonia, edema pulmonar, síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) e embolia pulmonar. Já a insuficiência respiratória hipercápnica é caracterizada por PaCO2 > 45 mmHg e pH < 7,35, indicando hipoventilação alveolar, e pode ser causada por DPOC, asma grave, doenças neuromusculares ou depressão do sistema nervoso central. O reconhecimento precoce e a diferenciação entre os tipos de insuficiência respiratória são cruciais para o manejo adequado. O tratamento envolve suporte respiratório, que pode variar desde oxigenoterapia suplementar até ventilação mecânica invasiva, além do tratamento da causa subjacente. A monitorização contínua da oxigenação e ventilação, geralmente por meio de gasometria arterial, é essencial para guiar as intervenções terapêuticas e otimizar os resultados do paciente.
A insuficiência respiratória hipóxica (Tipo I) é caracterizada por uma falha na oxigenação, resultando em PaO2 baixa, geralmente devido a distúrbios de ventilação/perfusão (V/Q mismatch), shunt ou alteração da difusão. A insuficiência respiratória hipercápnica (Tipo II) é uma falha na ventilação, levando a PaCO2 elevada, causada por hipoventilação alveolar.
A insuficiência respiratória hipóxica é definida por uma pressão parcial arterial de oxigênio (PaO2) menor que 60 mmHg em ar ambiente, ou uma saturação de oxigênio arterial (SaO2) menor que 90%, sem necessariamente haver elevação da PaCO2.
As causas comuns de insuficiência respiratória hipercápnica incluem doenças neuromusculares (ex: miastenia gravis, Guillain-Barré), depressão do centro respiratório (ex: overdose de opioides), doenças obstrutivas graves (ex: DPOC exacerbado, asma grave) e deformidades da parede torácica.
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