MedEvo Ciclo Básico — Prova 2025
Um homem de 34 anos, com diagnóstico recente de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), é encaminhado para avaliação da função pulmonar devido a queixas de ortopneia e sono fragmentado. Ao exame físico, apresenta uso de musculatura acessória e respiração paradoxal em decúbito dorsal. A espirometria demonstra uma Capacidade Vital Forçada (CVF) de 55% do previsto, com relação VEF1/CVF de 0,88. Ao contrário de pacientes com fibrose pulmonar idiopática, este paciente apresenta uma pressão inspiratória máxima (PImáx) e pressão expiratória máxima (PEmáx) significativamente reduzidas. Qual o mecanismo fisiopatológico fundamental que caracteriza o padrão restritivo neste cenário?
Em doenças neuromusculares, a Capacidade Vital Forçada (CVF) pode cair drasticamente quando o paciente deita (ortopneia), pois a gravidade deixa de ajudar o diafragma fraco.
A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta neurônios motores superiores e inferiores, levando à fraqueza muscular generalizada. A insuficiência respiratória é a principal causa de morbidade e mortalidade, sendo crucial seu reconhecimento precoce para o manejo adequado e planejamento terapêutico. Fisiopatologicamente, a ELA causa fraqueza da musculatura respiratória, incluindo diafragma e músculos intercostais, comprometendo a bomba ventilatória. Isso resulta na incapacidade de gerar um gradiente de pressão transpulmonar suficiente para a ventilação, levando a um padrão restritivo na espirometria (CVF reduzida) e, distintamente, a pressões inspiratórias e expiratórias máximas (PImáx e PEmáx) significativamente baixas. O diagnóstico da insuficiência respiratória na ELA é clínico (ortopneia, sono fragmentado, dispneia) e funcional (espirometria, PImáx/PEmáx). O tratamento envolve suporte ventilatório não invasivo (VNI) para melhorar a qualidade de vida e prolongar a sobrevida. É fundamental diferenciar este padrão restritivo de doenças parenquimatosas, onde a PImáx/PEmáx são geralmente preservadas.
A espirometria sozinha não diferencia; é necessário medir volumes pulmonares (CPT/VR) e pressões máximas (PImáx/PEmáx).
Porque a musculatura expiratória fica tão fraca que não consegue 'espremer' o ar para fora até o nível que um pulmão saudável faria.
É quando o abdome afunda durante a inspiração, indicando extrema fraqueza ou paralisia do diafragma.
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