UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2022
Menino, 10 meses de idade, com peso de 10 kg, dá entrada no PS com quadro de insuficiência respiratória aguda. Na avaliação inicial, apresenta sonolência, FC = 65 bpm, FR = 14 irpm e SpO₂ = 89% em ar ambiente. A conduta recomendada de acordo com o PALS (Pediatric Advanced Life Support) é
Criança com insuficiência respiratória grave (sonolência, bradicardia, hipoxemia, FR baixa) → ventilação com bolsa-máscara imediata.
Em crianças com insuficiência respiratória aguda grave, caracterizada por sonolência, bradicardia, hipoxemia e bradipneia, a ventilação com bolsa-máscara é a conduta inicial prioritária para fornecer oxigenação e ventilação adequadas e prevenir a parada cardiorrespiratória.
A insuficiência respiratória aguda é a causa mais comum de parada cardiorrespiratória em crianças. O reconhecimento precoce e a intervenção rápida são fundamentais para melhorar os desfechos. O PALS (Pediatric Advanced Life Support) fornece diretrizes claras para o manejo dessas emergências, enfatizando a avaliação sistemática e a intervenção baseada na gravidade. A fisiopatologia da insuficiência respiratória em crianças pode ser obstrutiva, restritiva, por disfunção do controle respiratório ou por doença pulmonar. No caso apresentado, a sonolência, bradicardia, hipoxemia e FR baixa indicam uma falha respiratória grave, provavelmente com hipoventilação e exaustão, que pode progredir rapidamente para parada respiratória e cardíaca. A conduta recomendada pelo PALS para uma criança com sinais de insuficiência respiratória grave e bradicardia é a ventilação com bolsa-máscara. Este método permite fornecer oxigênio suplementar e ventilação assistida de forma rápida e eficaz, corrigindo a hipoxemia e a acidose, que são as principais causas da bradicardia em crianças. Outras opções como oxigenoterapia com máscara ou ventilação não invasiva seriam insuficientes para um quadro tão grave.
Sinais de insuficiência respiratória grave incluem sonolência, bradicardia, hipoxemia (SpO₂ < 90%), bradipneia ou apneia, e esforço respiratório ineficaz ou ausente.
A primeira conduta é iniciar a ventilação com bolsa-máscara com oxigênio a 100%, garantindo uma via aérea pérvia e ventilação adequada para corrigir a hipoxemia e a bradicardia.
A bradicardia em crianças é um sinal tardio e grave de hipoxemia e acidose, indicando falha respiratória iminente ou já estabelecida, e requer intervenção ventilatória imediata para evitar a parada cardiorrespiratória.
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