PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025
Em relação à Insuficiência Respiratória Aguda na infância, qual a alternativa CORRETA?
IRA pediátrica grave com ritmo regular → máscara não reinalante 100% O2 a 15L/min.
Em crianças com insuficiência respiratória aguda e ritmo respiratório regular, a máscara não reinalante com alto fluxo de oxigênio (100% O2 a 15L/min) é uma opção eficaz para fornecer alta concentração de oxigênio e melhorar a oxigenação, sendo uma medida inicial importante.
A Insuficiência Respiratória Aguda (IRA) é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças, exigindo reconhecimento rápido e manejo adequado. É caracterizada pela incapacidade do sistema respiratório de manter trocas gasosas adequadas, resultando em hipoxemia, hipercapnia ou ambas. O diagnóstico da IRA pediátrica baseia-se na avaliação clínica dos sinais de desconforto respiratório e na gasometria arterial. A oxigenoterapia é a pedra angular do tratamento inicial, visando corrigir a hipoxemia. Dispositivos como a máscara não reinalante são eficazes para fornecer altas concentrações de oxigênio em pacientes com hipoxemia grave e ritmo respiratório regular. O manejo da IRA em crianças pode variar desde oxigenoterapia simples até ventilação mecânica invasiva. A decisão sobre o nível de cuidado (enfermaria vs. UTI) e o tipo de suporte ventilatório (VNI vs. VM) depende da etiologia, gravidade e resposta ao tratamento. A oferta de dieta oral deve ser cautelosa para evitar aspiração em pacientes com esforço respiratório significativo.
Os sinais incluem taquipneia, tiragem intercostal e subcostal, batimento de asas nasais, gemência, cianose, alteração do nível de consciência e, em casos graves, bradipneia e apneia.
É indicada para pacientes com hipoxemia grave que necessitam de alta concentração de oxigênio (FiO2 próxima de 100%), especialmente aqueles com ritmo respiratório regular e esforço respiratório significativo, mas sem falência respiratória iminente.
A dieta oral é contraindicada em crianças com IRA exacerbada que apresentam taquipneia intensa, grande esforço respiratório, alteração do nível de consciência ou risco elevado de aspiração, sendo preferível a via enteral ou parenteral.
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