Insuficiência Respiratória Aguda Pediátrica: Oxigenoterapia

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025

Enunciado

Em relação à Insuficiência Respiratória Aguda na infância, qual a alternativa CORRETA?

Alternativas

  1. A) É uma condição clínica que, independentemente do processo etiológico desencadeador, necessita cuidados e manejo inicial obrigatórios em leitos de terapia intensiva.
  2. B) Pode ser classificada em aguda ou subaguda, levando em consideração o tempo de aparecimento dos sintomas.
  3. C) Dispositivos de ventilação não invasiva (VNI) em pediatria podem ser usados apenas com interface nasal, para evitar lesões em face.
  4. D) A oferta de dieta por via oral em processos respiratórios agudos exacerbados é aceita em pediatria, como âncora para conforto do paciente.
  5. E) Dispositivos de Oxigenação, como máscara não reinalante a 100% em fluxo de O2 a 15L/minuto são indicados para pacientes que apresentem ritmo respiratório regular.

Pérola Clínica

IRA pediátrica grave com ritmo regular → máscara não reinalante 100% O2 a 15L/min.

Resumo-Chave

Em crianças com insuficiência respiratória aguda e ritmo respiratório regular, a máscara não reinalante com alto fluxo de oxigênio (100% O2 a 15L/min) é uma opção eficaz para fornecer alta concentração de oxigênio e melhorar a oxigenação, sendo uma medida inicial importante.

Contexto Educacional

A Insuficiência Respiratória Aguda (IRA) é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças, exigindo reconhecimento rápido e manejo adequado. É caracterizada pela incapacidade do sistema respiratório de manter trocas gasosas adequadas, resultando em hipoxemia, hipercapnia ou ambas. O diagnóstico da IRA pediátrica baseia-se na avaliação clínica dos sinais de desconforto respiratório e na gasometria arterial. A oxigenoterapia é a pedra angular do tratamento inicial, visando corrigir a hipoxemia. Dispositivos como a máscara não reinalante são eficazes para fornecer altas concentrações de oxigênio em pacientes com hipoxemia grave e ritmo respiratório regular. O manejo da IRA em crianças pode variar desde oxigenoterapia simples até ventilação mecânica invasiva. A decisão sobre o nível de cuidado (enfermaria vs. UTI) e o tipo de suporte ventilatório (VNI vs. VM) depende da etiologia, gravidade e resposta ao tratamento. A oferta de dieta oral deve ser cautelosa para evitar aspiração em pacientes com esforço respiratório significativo.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de insuficiência respiratória aguda em crianças?

Os sinais incluem taquipneia, tiragem intercostal e subcostal, batimento de asas nasais, gemência, cianose, alteração do nível de consciência e, em casos graves, bradipneia e apneia.

Quando a máscara não reinalante é indicada na IRA pediátrica?

É indicada para pacientes com hipoxemia grave que necessitam de alta concentração de oxigênio (FiO2 próxima de 100%), especialmente aqueles com ritmo respiratório regular e esforço respiratório significativo, mas sem falência respiratória iminente.

Quais as contraindicações para dieta oral em crianças com IRA?

A dieta oral é contraindicada em crianças com IRA exacerbada que apresentam taquipneia intensa, grande esforço respiratório, alteração do nível de consciência ou risco elevado de aspiração, sendo preferível a via enteral ou parenteral.

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