Insuficiência Respiratória Pediátrica: Diagnóstico e Manejo

HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2022

Enunciado

Um pré-escolar de 4 anos que chega em franca taquidispnéia, gemente e sonolento, com história de tosse produtiva e febre há 3 dias é imediatamente conduzido à sala de estabilização, sendo monitorizado, ofertado oxigênio em alto fluxo, obtido acesso venoso periférico e realização de glicemia capilar. FC 132 bpm, ritmo sinusalFR 84 RPMSaturação de Oxigênio 87% (com a oferta de O2 de alto fluxo) glicemia capilar 108 mg%PA 100 x 68 mmHgO diagnóstico e a conduta imediatas são:

Alternativas

  1. A) Insuficiência respiratória aguda por pneumonia. Coletar gasometria arterial e conduzir conforme interpretação
  2. B) Insuficiência respiratória aguda por pneumonia. Escalonar suporte ventilatório
  3. C) Insuficiência respiratória por asma. Intubar o paciente.
  4. D) Insuficiência respiratória aguda por Síndrome respiratória aguda grave. Coletar gasometria arterial e conduzir conforme resultados
  5. E) Angústia respiratória por pneumonia. Coletar gasometria arterial e conduzir conforme os resultados.

Pérola Clínica

Pré-escolar com taquidispneia grave + hipoxemia refratária + sonolência → Insuficiência respiratória aguda. Gasometria essencial para guiar suporte.

Resumo-Chave

O paciente apresenta sinais claros de insuficiência respiratória aguda grave (taquidispneia, gemente, sonolência, hipoxemia apesar de O2 de alto fluxo) com quadro infeccioso pulmonar (tosse, febre). A gasometria arterial é fundamental para avaliar a gravidade da hipoxemia e hipercapnia, orientando a necessidade de escalonamento do suporte ventilatório.

Contexto Educacional

A insuficiência respiratória aguda é uma das principais causas de internação e mortalidade em crianças, especialmente em pré-escolares. A pneumonia é uma etiologia comum, caracterizada por inflamação do parênquima pulmonar. O reconhecimento precoce dos sinais de gravidade é fundamental para um manejo adequado e para evitar desfechos adversos. A fisiopatologia envolve a comprometimento da troca gasosa devido à inflamação e consolidação pulmonar, levando à hipoxemia e, em casos graves, à hipercapnia. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exame físico, com suporte de exames complementares como radiografia de tórax e gasometria arterial. A sonolência e a gemência são sinais de esforço respiratório significativo e fadiga. A conduta inicial inclui estabilização da via aérea, oferta de oxigênio em alto fluxo, acesso venoso e monitorização. A gasometria arterial é essencial para guiar a necessidade de escalonamento do suporte ventilatório, que pode variar de ventilação não invasiva a intubação orotraqueal e ventilação mecânica invasiva. O tratamento da causa subjacente, como antibióticos para pneumonia bacteriana, é igualmente importante.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de insuficiência respiratória grave em crianças?

Sinais de insuficiência respiratória grave incluem taquipneia acentuada, retrações subcostais e intercostais, batimento de asas nasais, gemência, cianose, alteração do nível de consciência (irritabilidade, sonolência) e hipoxemia refratária à oxigenoterapia.

Por que a gasometria arterial é crucial na avaliação da insuficiência respiratória pediátrica?

A gasometria arterial fornece informações objetivas sobre a oxigenação (PaO2, SatO2), ventilação (PaCO2) e equilíbrio ácido-base (pH, HCO3), sendo essencial para quantificar a gravidade da insuficiência respiratória e guiar decisões sobre o suporte ventilatório.

Quando considerar o escalonamento do suporte ventilatório em um pré-escolar com pneumonia?

O escalonamento deve ser considerado quando há hipoxemia persistente apesar de oxigênio de alto fluxo, sinais de fadiga respiratória progressiva, hipercapnia significativa ou deterioração do nível de consciência, indicando falha da ventilação espontânea.

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