UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2024
Homem, 38a, procurou o Pronto Atendimento por dispneia progressiva há quatro dias, associada a tosse amarelada e febre. Exame físico: vígil e confuso. PA=138/76mmHg; FC=126bpm; FR=32irpm; T=38,2ºC; oximetria de pulso=92% sob máscara não reinalante 15L/min. Ausculta pulmonar sem alterações. O abdome eleva-se durante a inspiração. A CONDUTA IMEDIATA É:
Hipoxemia grave refratária + sinais de esforço respiratório/confusão → Intubação orotraqueal imediata.
A hipoxemia persistente (SpO2 92% com máscara não reinalante 15L/min) e sinais de falência respiratória (taquipneia, uso de musculatura acessória, alteração do nível de consciência) indicam a necessidade de suporte ventilatório avançado, sendo a intubação orotraqueal a conduta imediata para garantir a via aérea e oxigenação.
A insuficiência respiratória aguda é uma emergência médica caracterizada pela incapacidade do sistema respiratório de manter a troca gasosa adequada, resultando em hipoxemia (PaO2 < 60 mmHg) ou hipercapnia (PaCO2 > 45 mmHg). É uma das principais causas de internação em unidades de terapia intensiva e exige reconhecimento e intervenção rápidos para evitar desfechos desfavoráveis. A etiologia é variada, incluindo pneumonia, edema agudo de pulmão, asma grave, DPOC exacerbado, embolia pulmonar e SDRA. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado em sinais como dispneia, taquipneia, uso de musculatura acessória, cianose e alteração do nível de consciência. A oximetria de pulso e a gasometria arterial são ferramentas essenciais para quantificar a hipoxemia e/ou hipercapnia. A ausculta pulmonar pode ser normal em algumas condições, como na embolia pulmonar, portanto, a ausência de achados não exclui o diagnóstico. A confusão mental em um paciente com dispneia e hipoxemia é um sinal de gravidade e indica comprometimento cerebral pela falta de oxigênio. A conduta imediata visa restaurar a oxigenação e ventilação adequadas. Isso pode incluir oxigenoterapia de alto fluxo, ventilação não invasiva ou, em casos de hipoxemia refratária, exaustão respiratória iminente ou proteção de via aérea comprometida, a intubação orotraqueal e ventilação mecânica invasiva. A escolha da modalidade de suporte ventilatório depende da causa subjacente, da gravidade do quadro e da resposta do paciente às intervenções iniciais. A monitorização contínua é fundamental.
Sinais incluem taquipneia, uso de musculatura acessória, cianose, alteração do nível de consciência e hipoxemia refratária ao oxigênio suplementar.
É indicada em casos de hipoxemia ou hipercapnia refratárias, proteção de via aérea comprometida, exaustão respiratória iminente e Glasgow < 8.
A gravidade é avaliada pela frequência respiratória, uso de musculatura acessória, nível de consciência, saturação de oxigênio e resposta à oxigenoterapia.
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