HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2025
Uma mulher de 54 anos foi levada ao departamento de emergência pelo Serviço Médico de Emergência por dificuldade respiratória. Os sinais vitais da paciente são FC 107, PA 170/95, FR 32, SpO2 86% e T 37,2°C. Seu exame é notável por taquipneia, estertores bilaterais na ausculta e distensão venosa jugular. Ela está sentada na maca, retirando os fios do monitor cardíaco e não respondendo a perguntas ou seguindo comandos. O acesso IV foi obtido. Qual é o MELHOR PRÓXIMO passo?
Insuficiência respiratória grave + rebaixamento nível consciência = Intubação Orotraqueal (IOT) imediata.
A paciente apresenta sinais de insuficiência respiratória grave (SpO2 86%, FR 32, estertores bilaterais) e, crucialmente, rebaixamento do nível de consciência (não responde a perguntas/comandos). Este último é uma indicação absoluta para intubação de emergência para proteção de via aérea e suporte ventilatório.
A insuficiência respiratória aguda é uma emergência médica que exige reconhecimento e intervenção rápidos. É caracterizada pela incapacidade do sistema respiratório de manter a troca gasosa adequada, resultando em hipoxemia, hipercapnia ou ambos. Pacientes com sinais de esforço respiratório significativo, hipoxemia grave (SpO2 < 90% apesar de oxigênio suplementar) e, especialmente, rebaixamento do nível de consciência, estão em risco iminente de parada respiratória. A fisiopatologia da insuficiência respiratória pode ser hipoxêmica (tipo I), como no edema agudo de pulmão (sugerido pelos estertores e distensão jugular), ou hipercápnica (tipo II). O rebaixamento do nível de consciência é um sinal de gravidade extrema, indicando falha iminente da bomba respiratória ou hipoxemia/hipercapnia cerebral significativa. Nestes casos, a capacidade do paciente de proteger sua via aérea está comprometida, aumentando o risco de aspiração. Diante de um paciente com insuficiência respiratória grave e rebaixamento do nível de consciência, a prioridade é garantir uma via aérea patente e ventilação adequada. A intubação orotraqueal de emergência é o "melhor próximo passo" para proteger a via aérea, permitir ventilação mecânica invasiva e otimizar a oxigenação. Medidas como BiPAP ou máscara não-reinalante são contraindicadas em pacientes com Glasgow < 8 ou incapacidade de proteger a via aérea.
As indicações incluem falha respiratória iminente ou estabelecida, proteção de via aérea em caso de rebaixamento do nível de consciência (Glasgow < 8), incapacidade de manter a oxigenação ou ventilação adequadas e necessidade de controle da via aérea para procedimentos.
O rebaixamento do nível de consciência compromete a capacidade do paciente de proteger sua via aérea contra aspiração de conteúdo gástrico ou secreções, além de dificultar a manutenção de uma ventilação eficaz.
Os passos iniciais incluem avaliação rápida (ABCDE), oferta de oxigênio suplementar, monitorização, obtenção de acesso venoso e, se indicado, preparação para intubação, incluindo pré-oxigenação e uso de medicações para sequência rápida.
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