Trauma e Hipoxemia Grave: Conduta Imediata na Emergência

FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2023

Enunciado

Paciente do sexo feminino, 19 anos de idade, deu entrada no serviço de emergência, após um acidente automobilístico, com múltiplas fraturas ósseas, dor abdominal e dor torácica. A paciente está lúcida, mucosas hipocoradas +/4+, PA de 120/70 mmHg e apresentando dispneia intensa associada com cianose de lábios e ungueal. A oximetria digital revelou saturação de O₂ de 70 mmHg. Com relação ao quadro clínico descrito acima, assinale a alternativa que apresenta a conduta CORRETA.

Alternativas

  1. A) Tomografia de tórax e abdome imediata.
  2. B) Entubação traqueal e ventilação.
  3. C) Drenagem torácica imediata com aspiração.
  4. D) Heparinização terapêutica e encaminhamento ao CTI.

Pérola Clínica

Trauma + dispneia intensa + cianose + SpO2 70% → indicação IMEDIATA de entubação orotraqueal e ventilação.

Resumo-Chave

Em um paciente traumatizado, a prioridade máxima é a avaliação e manejo da via aérea e respiração. Uma saturação de oxigênio de 70% com dispneia intensa e cianose indica insuficiência respiratória grave e iminente falência respiratória, exigindo entubação traqueal e ventilação mecânica imediata para garantir a oxigenação e ventilação adequadas.

Contexto Educacional

O atendimento inicial ao paciente traumatizado segue os princípios do Advanced Trauma Life Support (ATLS), que prioriza a identificação e o tratamento das condições que ameaçam a vida. A avaliação da via aérea e da respiração (A e B) é fundamental e deve ser realizada de forma rápida e eficiente. Neste cenário clínico, a paciente apresenta dispneia intensa, cianose e uma saturação de oxigênio alarmante de 70 mmHg. Estes são sinais inequívocos de insuficiência respiratória grave e hipoxemia refratária, que representam uma ameaça iminente à vida. A prioridade máxima é restabelecer a oxigenação e a ventilação adequadas. A entubação traqueal e a ventilação mecânica são as condutas mais apropriadas e urgentes para garantir a patência da via aérea, fornecer oxigênio suplementar e auxiliar na ventilação, prevenindo a parada cardiorrespiratória. Outras investigações diagnósticas, como a tomografia, e tratamentos específicos para as fraturas ou dor abdominal, embora importantes, devem ser postergados até que a via aérea e a estabilidade respiratória estejam garantidas.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de insuficiência respiratória iminente em trauma?

Sinais incluem dispneia intensa, taquipneia, uso de musculatura acessória, cianose, alteração do nível de consciência, e saturação de oxigênio persistentemente baixa (<90%) apesar da oxigenoterapia. A hipoxemia grave é um sinal de alerta crítico.

Quando a entubação orotraqueal é indicada em um paciente traumatizado?

A entubação é indicada para proteger a via aérea (ex: Glasgow <8, trauma maxilofacial grave), garantir oxigenação e ventilação adequadas em casos de insuficiência respiratória grave (como hipoxemia refratária ou hipercapnia), ou em choque grave com instabilidade hemodinâmica.

Qual a sequência de prioridades no atendimento ao trauma (ATLS)?

A sequência é: A (Airway - via aérea com proteção da coluna cervical), B (Breathing - respiração e ventilação), C (Circulation - circulação com controle de hemorragias), D (Disability - avaliação neurológica), E (Exposure - exposição e controle da hipotermia).

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