Manejo da Insuficiência Respiratória Aguda no Idoso

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2021

Enunciado

Paciente idoso, 78 anos, ex-tabagista, portador de hipertensão arterial, diabetes mellitus com história de febre há 4 dias, tosse produtiva com secreção amarela, queda do estado geral e dispneia.Chega à sala de emergência torporoso, frequência respiratória de 40 irpm, com uso de musculatura acessória, pulso fraco, com frequência cardíaca de 102 bpm.Diante da hipótese diagnóstica, o tratamento mais adequado, neste momento, será:

Alternativas

  1. A) coletar uma gasometria arterial.
  2. B) realizar uma radiografia de tórax no leito.
  3. C) encaminhar para tomografia de tórax.
  4. D) submeter a intubação orotraqueal e ventilação mecânica.
  5. E) acoplar ventilação não invasiva com CPAP.

Pérola Clínica

Torpor + FR > 35 + Musculatura acessória → IOT imediata.

Resumo-Chave

Pacientes com rebaixamento do nível de consciência e sinais de exaustão respiratória iminente possuem indicação imediata de proteção de via aérea e suporte ventilatório invasivo.

Contexto Educacional

A insuficiência respiratória aguda em idosos com pneumonia é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido de sinais de falência ventilatória. O quadro clínico de torpor associado a uma frequência respiratória muito elevada (40 irpm) indica que o paciente não consegue mais manter o trabalho respiratório necessário para a troca gasosa, evoluindo para fadiga diafragmática. Nesse cenário, a estabilização hemodinâmica e a proteção da via aérea via intubação orotraqueal (IOT) precedem exames de imagem ou laboratoriais demorados. A prioridade é o 'ABC' da reanimação, garantindo a patência da via aérea e a ventilação mecânica para reduzir o consumo de oxigênio pela musculatura respiratória e prevenir a parada cardiorrespiratória iminente.

Perguntas Frequentes

Quais são as indicações de IOT na pneumonia grave?

As indicações incluem rebaixamento do nível de consciência (Glasgow < 8 ou torpor), instabilidade hemodinâmica refratária, sinais de exaustão respiratória (uso de musculatura acessória, respiração paradoxal), hipoxemia grave refratária (PaO2/FiO2 < 150) ou acidose respiratória progressiva. No caso clínico, o torpor e a frequência respiratória de 40 irpm são determinantes para a intervenção imediata.

Por que não utilizar VNI neste paciente?

A Ventilação Não Invasiva (VNI) é contraindicada em pacientes com rebaixamento do nível de consciência (risco de broncoaspiração), instabilidade hemodinâmica grave ou incapacidade de proteger via aérea. O paciente apresenta torpor e pulso fraco, o que torna a VNI uma escolha insegura e ineficaz para o quadro de exaustão apresentado.

Qual a importância do escore CURB-65?

O CURB-65 avalia Confusão mental, Ureia, Respiração, Blood pressure (pressão arterial) e idade >= 65 anos. Ele auxilia na decisão de internação e gravidade. O paciente em questão pontua em Confusão (torpor), Respiração (FR 40) e Idade (78), totalizando ao menos 3 pontos, o que indica necessidade de internação em UTI e tratamento intensivo.

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