SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2015
Com relação à Insuficiência Renal Crônica (IRC), qual das seguintes afirmativas é verdadeira?
IRC: USG renal pode ser normal em estágios avançados, ex: nefropatia diabética, mieloma, amiloidose.
A ultrassonografia renal é uma ferramenta diagnóstica importante na IRC, mas rins de tamanho normal ou até aumentados podem ser encontrados em estágios avançados de certas doenças, como a nefropatia diabética, amiloidose ou mieloma múltiplo, onde a doença afeta o parênquima sem causar atrofia macroscópica precoce.
A Insuficiência Renal Crônica (IRC) é uma condição progressiva e irreversível, caracterizada pela perda gradual da função renal. Sua prevalência tem aumentado globalmente, impulsionada principalmente pelo diabetes mellitus e hipertensão arterial, que são as causas mais comuns. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são cruciais para retardar a progressão da doença e prevenir complicações graves, que afetam múltiplos sistemas orgânicos. A ultrassonografia renal é um exame de imagem fundamental na avaliação da IRC, fornecendo informações sobre o tamanho, forma e ecogenicidade dos rins, além de identificar obstruções. Contudo, é um erro comum assumir que rins pequenos e ecogênicos são um achado universal em estágios avançados. Em condições como a nefropatia diabética, amiloidose, mieloma múltiplo e doença renal policística, os rins podem manter tamanho normal ou até estar aumentados, mesmo em estágios avançados da doença, devido à natureza da lesão parenquimatosa. As complicações da IRC são numerosas e se manifestam progressivamente. A anemia, por exemplo, geralmente se torna clinicamente significativa a partir do estágio 3 da IRC, devido à deficiência de eritropoietina, inflamação crônica e deficiência de ferro. A hipercalemia, embora grave, não é o primeiro íon a se elevar e geralmente se manifesta em estágios mais avançados ou com fatores precipitantes. O manejo da IRC é complexo e envolve controle da pressão arterial, glicemia, dieta, tratamento das complicações e, eventualmente, terapia renal substitutiva.
As principais causas de IRC são diabetes mellitus, hipertensão arterial e glomerulonefrites. A nefropatia diabética é a causa mais comum de doença renal terminal em muitos países.
A ultrassonografia renal pode ser normal em estágios avançados de IRC em doenças que causam infiltração ou aumento do parênquima renal, como nefropatia diabética, amiloidose, mieloma múltiplo ou doença renal policística, onde a atrofia cortical não é o achado predominante.
Além da anemia, que pode surgir mais cedo, outras complicações incluem distúrbios do metabolismo mineral e ósseo, acidose metabólica, hipercalemia, sobrecarga de volume e disfunção cardiovascular, que se tornam mais proeminentes nos estágios 3-5.
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