FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2021
A gestação, embora não piore os distúrbios renais, intensifica distúrbios não infecciosos renais quando coexistir hipertensão descontrolada. Quanto à insuficiência renal crônica, é CORRETO afirmar:
IRC na gestação → monitoramento rigoroso da função renal e pressão arterial desde o pré-natal.
Gestantes com insuficiência renal crônica (IRC) necessitam de avaliação laboratorial basal completa para estabelecer um ponto de partida para o monitoramento da função renal e identificar potenciais complicações, como proteinúria e hipertensão, que podem se agravar durante a gravidez.
A insuficiência renal crônica (IRC) na gestação é uma condição que exige atenção redobrada devido aos riscos tanto para a mãe quanto para o feto. Embora a gravidez não seja uma causa de IRC, ela pode exacerbar distúrbios renais preexistentes, especialmente na presença de hipertensão descontrolada. A prevalência de IRC em gestantes varia, mas é crucial reconhecer sua importância clínica para um manejo adequado e prevenção de complicações. O diagnóstico e o monitoramento da IRC na gestação baseiam-se em uma avaliação laboratorial basal completa, que serve como referência para acompanhar a progressão da doença. Exames como creatinina sérica, ureia, eletrólitos e proteinúria de 24 horas são fundamentais. A fisiopatologia envolve alterações hemodinâmicas e hormonais da gravidez que podem sobrecarregar um rim já comprometido, levando à piora da função renal ou ao desenvolvimento de pré-eclâmpsia. O tratamento e o prognóstico dependem do estágio da IRC e do controle de comorbidades. O manejo inclui controle rigoroso da pressão arterial, monitoramento da proteinúria, ajuste de medicamentos e acompanhamento fetal com ultrassonografias seriadas. O objetivo é otimizar os resultados maternos e perinatais, minimizando os riscos de perda irreversível da função renal e complicações obstétricas.
A IRC na gravidez aumenta o risco de pré-eclâmpsia, restrição de crescimento fetal, parto prematuro e piora da função renal materna, especialmente se houver hipertensão descontrolada.
O monitoramento inclui exames laboratoriais seriados como creatinina sérica, ureia, eletrólitos, proteinúria de 24 horas, além de controle rigoroso da pressão arterial e ultrassonografias fetais.
Exames basais incluem creatinina, ureia, eletrólitos, hemograma completo, urina tipo I, proteinúria de 24 horas e avaliação da taxa de filtração glomerular estimada.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo