IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2020
São características típicas de pacientes com insuficiência renal pré-renal, exceto:
IRA pré-renal → FENA < 1%, osmolalidade urina > 500 mOsm/kg, cilindros hialinos.
A insuficiência renal pré-renal é causada por hipoperfusão renal, com o rim tentando conservar volume e sódio. Isso se reflete em uma FENA baixa (<1%), alta osmolalidade urinária e presença de cilindros hialinos, indicando função tubular preservada.
A insuficiência renal aguda (IRA) é uma condição comum e grave, e a distinção entre suas causas pré-renal, renal e pós-renal é fundamental para o manejo adequado. A IRA pré-renal é a forma mais frequente, representando cerca de 60-70% dos casos, e é crucial para residentes de clínica médica e terapia intensiva. A IRA pré-renal resulta de uma hipoperfusão renal, onde o rim tenta compensar a redução do volume circulante efetivo. Isso leva a uma intensa reabsorção de sódio e água nos túbulos, resultando em uma FENA < 1%, osmolalidade urinária > 500 mOsm/kg e uma relação ureia/creatinina sérica > 20:1 (ou >40 em algumas referências). A presença de cilindros hialinos no sedimento urinário é comum e reflete a concentração da urina. O tratamento da IRA pré-renal foca na correção da causa subjacente da hipoperfusão, como a reposição volêmica em casos de desidratação ou otimização da função cardíaca. A rápida intervenção é essencial para prevenir a progressão para necrose tubular aguda, uma forma intrínseca de IRA com pior prognóstico.
A insuficiência renal pré-renal ocorre devido à diminuição da perfusão renal, levando a uma redução do fluxo sanguíneo para os rins sem dano estrutural direto aos néfrons, como em casos de hipovolemia ou choque.
Na IRA pré-renal, o rim tenta conservar sódio, resultando em FENA < 1%. Na necrose tubular aguda, há dano tubular, impedindo a reabsorção de sódio, e a FENA geralmente é > 1%, refletindo a incapacidade de concentrar a urina.
As causas incluem hipovolemia (hemorragia, desidratação, vômitos, diarreia), choque (séptico, cardiogênico), insuficiência cardíaca e uso de certos medicamentos como AINEs e inibidores da ECA/BRA, que afetam a hemodinâmica renal.
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