HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2022
Considere os seguintes dados laboratoriais: I. Fração de excreção de sódio. II. Fração de excreção de ureia. III. Relação ureia/creatinina no plasma. Em um paciente com quadro de insuficiência pré-renal os achados mais prováveis, dentre os abaixo, são:
IRA pré-renal: FENa <1%, FEUreia <35%, Ureia/Creatinina >20.
A insuficiência renal pré-renal é caracterizada por hipoperfusão renal sem dano estrutural. Os rins tentam reter sódio e água para restaurar o volume intravascular, resultando em FENa e FEUreia baixas, e reabsorção aumentada de ureia, elevando a relação ureia/creatinina.
A Insuficiência Renal Aguda (IRA) pré-renal, também conhecida como IRA funcional, é a forma mais comum de lesão renal aguda, representando cerca de 60-70% dos casos. Ela ocorre devido a uma redução da perfusão renal que, se não corrigida, pode levar a dano tubular isquêmico e progredir para necrose tubular aguda. É crucial para o residente de medicina reconhecer rapidamente essa condição, pois seu tratamento é primariamente a correção da causa subjacente da hipoperfusão. A fisiopatologia envolve a ativação de mecanismos compensatórios renais para manter o volume intravascular e a pressão arterial, como a ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona e do sistema nervoso simpático. Isso leva à vasoconstrição renal e à retenção de sódio e água. O diagnóstico é feito pela avaliação clínica de hipovolemia ou estados de baixo débito cardíaco, juntamente com marcadores laboratoriais específicos. Deve-se suspeitar de IRA pré-renal em pacientes com oligúria e elevação de ureia e creatinina, especialmente na presença de fatores de risco como desidratação, hemorragia, sepse ou uso de diuréticos. O tratamento da IRA pré-renal consiste em restaurar a perfusão renal adequada, geralmente através da reposição volêmica com cristaloides, como soro fisiológico 0,9%. A monitorização da resposta à fluidoterapia e dos parâmetros hemodinâmicos é essencial. O prognóstico é geralmente bom se a condição for identificada e tratada precocemente, antes que ocorra dano renal intrínseco. É fundamental diferenciar a IRA pré-renal da necrose tubular aguda, pois o manejo e o prognóstico são distintos.
Os principais marcadores são a Fração de Excreção de Sódio (FENa), a Fração de Excreção de Ureia (FEUreia) e a relação ureia/creatinina plasmática.
A FENa é baixa (<1%) porque, na hipoperfusão renal, os rins ativam mecanismos para reter sódio e água, como o sistema renina-angiotensina-aldosterona, para tentar restaurar o volume intravascular.
Na IRA pré-renal, a relação ureia/creatinina é tipicamente elevada (>20) devido à maior reabsorção tubular de ureia em comparação com a creatinina, que é menos reabsorvida.
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