SGCH - Santa Genoveva Complexo Hospitalar (MG) — Prova 2020
Com relação a insuficiência renal aguda pós-operatória, assinale a alternativa incorreta:
IRA não-oligúrica: débito urinário > 400-500 mL/dia, mas com função renal comprometida e incapacidade de eliminar toxinas.
A insuficiência renal não-oligúrica, embora com débito urinário preservado (geralmente > 400-500 mL/dia), ainda reflete uma disfunção renal significativa, com incapacidade de concentrar a urina e eliminar adequadamente as toxinas metabólicas, sendo um erro afirmar que débitos > 1L/dia são sempre isostenúricos e ineficazes.
A insuficiência renal aguda (IRA) pós-operatória, agora mais comumente referida como lesão renal aguda (LRA), é uma complicação grave que aumenta significativamente a morbimortalidade. É crucial para residentes de diversas especialidades compreenderem seus tipos e manejo. A LRA pode ser classificada como oligúrica (débito urinário < 400-500 mL/dia) ou não-oligúrica (débito urinário preservado, mas com disfunção renal). A necrose tubular aguda (NTA) é uma das causas mais comuns de LRA intrínseca, caracterizada pela incapacidade dos túbulos renais de concentrar a urina, resultando em urina isostenúrica e com alto teor de sódio. Fatores de risco para LRA pós-operatória incluem hipovolemia, uso de nefrotóxicos (como contrastes iodados, especialmente em diabéticos com função renal comprometida), sepse e cirurgias de grande porte. O manejo envolve otimização hemodinâmica, suspensão de nefrotóxicos e, em casos graves, terapia renal substitutiva como a diálise.
A insuficiência renal oligúrica é definida por um débito urinário inferior a 400-500 mL em 24 horas (ou < 0,5 mL/kg/h por 6 horas), indicando uma falha significativa na função renal de excreção.
Na NTA, os túbulos renais perdem a capacidade de reabsorver água e eletrólitos eficientemente, resultando na produção de urina isostenúrica (com osmolaridade semelhante à do plasma) e com altos níveis de sódio, refletindo a perda da capacidade de concentração.
Pacientes diabéticos, aqueles com insuficiência renal pré-existente (depuração de creatinina < 60 mL/min), idade avançada, desidratação e uso de grandes volumes de contraste iodado têm maior risco de desenvolver nefropatia por contraste.
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