HSLRP - Hospital São Luiz Rede D'Or Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023
Com relação aos fatores de risco para Insuficiência Renal Aguda Neonatal, assinale a alternativa incorreta.
IRA Neonatal: Prematuridade, asfixia e cardiopatias são riscos; sobrepeso NÃO é.
A Insuficiência Renal Aguda (IRA) neonatal é multifatorial, com prematuridade, asfixia perinatal e cardiopatias congênitas sendo fatores de risco bem estabelecidos devido à imaturidade renal e comprometimento hemodinâmico. Sobrepeso ao nascer não é um fator de risco direto para IRA neonatal.
A Insuficiência Renal Aguda (IRA) neonatal é uma condição grave caracterizada pela diminuição abrupta da função renal, resultando em acúmulo de produtos nitrogenados e distúrbios hidroeletrolíticos. Sua incidência varia, mas é mais comum em neonatos de alto risco. A identificação precoce dos fatores de risco é crucial para a prevenção e o manejo adequado, visando minimizar a morbimortalidade. Os principais fatores de risco para IRA neonatal incluem prematuridade, asfixia perinatal, cardiopatias congênitas, sepse, desidratação grave e uso de medicamentos nefrotóxicos. A prematuridade implica imaturidade renal e menor reserva funcional. A asfixia perinatal causa lesão isquêmica-hipóxica direta aos rins. Cardiopatias congênitas podem levar à hipoperfusão renal crônica ou aguda. O sobrepeso ao nascer, por outro lado, não é um fator de risco direto para IRA neonatal, embora possa estar associado a outras comorbidades metabólicas a longo prazo. O diagnóstico da IRA neonatal baseia-se na elevação da creatinina sérica e/ou diminuição do débito urinário. O tratamento é de suporte, visando otimizar a hemodinâmica, corrigir distúrbios eletrolíticos e evitar nefrotóxicos. Em casos graves, a terapia de substituição renal pode ser necessária. O prognóstico depende da causa subjacente e da gravidade da lesão renal.
A prematuridade contribui para a IRA neonatal devido à imaturidade renal, menor número de néfrons, menor capacidade de concentração urinária e maior suscetibilidade a insultos hipóxicos-isquêmicos e nefrotoxinas.
A asfixia perinatal causa hipóxia e isquemia renal, levando a necrose tubular aguda. A redistribuição do fluxo sanguíneo para órgãos vitais durante a asfixia pode comprometer a perfusão renal.
Cardiopatias congênitas cianóticas ou com shunt significativo, que resultam em hipoxemia crônica, baixo débito cardíaco ou instabilidade hemodinâmica, aumentam o risco de IRA por comprometerem a perfusão renal.
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