CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2023
A Insuficiência Renal Aguda é a causa mais frequente de lesão renal aguda em neonatos, representando 85% dos casos. Com relação aos motivos de redução do fluxo sanguíneo renal, assinale a alternativa incorreta.
LRA neonatal: causas pré-renais (hipovolemia, ↓ débito cardíaco, SCA) são comuns; ↓ permeabilidade capilar NÃO é causa direta de ↓ fluxo renal.
A Insuficiência Renal Aguda (IRA) em neonatos é predominantemente de origem pré-renal, ou seja, causada por fatores que reduzem o fluxo sanguíneo renal. Diminuição da permeabilidade capilar não é um mecanismo primário de redução do fluxo sanguíneo renal, mas sim de extravasamento de fluidos para o interstício, o que pode levar à hipovolemia, mas não diretamente à redução do fluxo.
A Insuficiência Renal Aguda (IRA), ou Lesão Renal Aguda (LRA), em neonatos é uma condição grave que representa um desafio diagnóstico e terapêutico. Em neonatos, a LRA é predominantemente de origem pré-renal, respondendo por cerca de 85% dos casos. A imaturidade renal e a maior suscetibilidade a distúrbios hemodinâmicos e hidroeletrolíticos tornam essa população particularmente vulnerável. É fundamental que residentes compreendam os fatores que levam à redução do fluxo sanguíneo renal. As causas de redução do fluxo sanguíneo renal em neonatos são diversas e incluem estados de hipovolemia (como desidratação grave, hemorragia, perdas gastrointestinais), comprometimento do débito cardíaco (choque séptico, cardiogênico, hipovolêmico, cardiopatias congênitas) e condições que aumentam a pressão intra-abdominal, como a síndrome compartimental abdominal. Esta última pode comprimir os vasos renais, diminuindo a perfusão. A diminuição da permeabilidade capilar, por outro lado, não é um mecanismo direto de redução do fluxo sanguíneo renal, mas sim um fator que pode levar ao extravasamento de fluidos e, consequentemente, à hipovolemia, que então afeta o fluxo renal. O diagnóstico precoce e a correção da causa subjacente são cruciais para o prognóstico da LRA neonatal. O tratamento envolve a otimização da volemia, suporte hemodinâmico, manejo da causa da hipoperfusão e monitorização rigorosa da função renal e do balanço hídrico. A identificação e correção de fatores como hipovolemia e baixo débito cardíaco são as primeiras linhas de ação, visando restaurar o fluxo sanguíneo renal e prevenir danos renais intrínsecos.
As principais causas incluem estados hipovolêmicos (desidratação, hemorragia), comprometimento do débito cardíaco (choque, cardiopatias) e condições que aumentam a pressão intra-abdominal, como a síndrome compartimental abdominal.
A síndrome compartimental abdominal eleva a pressão intra-abdominal, o que comprime as veias renais e arteríolas, dificultando o fluxo sanguíneo renal e a filtração glomerular, levando à lesão renal aguda.
Causas pré-renais resultam de hipoperfusão renal; renais são intrínsecas ao rim (necrose tubular aguda, glomerulonefrite); e pós-renais são por obstrução do fluxo urinário.
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