UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2020
Sobre a Insuficiência Renal Aguda, é correto afirmar:
Azotemia pré-renal + ICC (síndrome cardiorrenal) → sinais de sobrecarga volêmica (DJN, S3, edema).
Na síndrome cardiorrenal, a disfunção cardíaca leva à hipoperfusão renal (azotemia pré-renal), mas a retenção de volume resultante da falha cardíaca se manifesta com sinais de congestão, como distensão venosa jugular, ritmo de galope (S3) e edema periférico e pulmonar, diferenciando-a da depleção volêmica pura.
A Insuficiência Renal Aguda (IRA) é uma síndrome clínica comum, caracterizada por uma rápida perda da função renal, resultando em acúmulo de produtos nitrogenados e desregulação do equilíbrio hidroeletrolítico. Sua etiologia é multifatorial, sendo classicamente dividida em pré-renal, intrínseca e pós-renal, cada uma com abordagens diagnósticas e terapêuticas distintas. A azotemia pré-renal, a forma mais comum de IRA, resulta de uma redução na perfusão renal sem dano estrutural direto ao parênquima. Embora frequentemente associada à depleção de volume (hipotensão, taquicardia, mucosas secas), a síndrome cardiorrenal representa um cenário particular. Nela, a disfunção cardíaca (como na insuficiência cardíaca congestiva) leva à hipoperfusão renal, mas a retenção de sódio e água pelo rim e a falha do coração em bombear eficientemente resultam em sinais de sobrecarga volêmica, como distensão venosa jugular, edema e estertores pulmonares. O manejo da IRA exige uma avaliação cuidadosa da volemia do paciente. Enquanto a depleção de volume pura requer reposição hídrica, a síndrome cardiorrenal demanda um equilíbrio delicado entre otimização da função cardíaca (diuréticos, inotrópicos) e proteção renal, evitando tanto a hipovolemia quanto a sobrecarga. A identificação precoce da causa e a intervenção apropriada são cruciais para prevenir a progressão para lesão renal intrínseca e melhorar o prognóstico.
A IRA é classificada em três tipos principais: pré-renal (causada por hipoperfusão renal), intrínseca (lesão direta nos rins, como necrose tubular aguda) e pós-renal (obstrução do fluxo urinário). A diferenciação é crucial para o tratamento adequado.
Na azotemia pré-renal, o rim tenta conservar sódio e água, resultando em FeNa < 1% (exceto em uso de diuréticos ou doença renal crônica). Na IRA intrínseca (necrose tubular aguda), há perda da capacidade de reabsorção de sódio, com FeNa > 2%.
A síndrome cardiorrenal, que combina insuficiência cardíaca e renal, pode apresentar sinais de sobrecarga volêmica, como distensão venosa jugular (DJN), ritmo de galope (B3), edema periférico, edema pulmonar e hepatomegalia, mesmo com sinais de hipoperfusão renal.
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