UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2024
Mulher, 37a, com idade gestacional de 34 semanas e 5 dias, vem para consulta pré-natal. Possui diabetes gestacional, em uso de 20 unidades de insulina NPH pela manhã e 10 unidades de insulina NPH às 22 horas, dose mantida desde as 30 semanas, pois estava bem controlada. Apresenta ainda hipertensão arterial gestacional, diagnosticada às 30 semanas, em uso de metildopa 750mg/dia. Notou diminuição da movimentação fetal, refere que a pressão está bem controlada e traz o seguinte perfil glicêmico (com uso inalterado da dieta e da insulina).A CAUSA MAIS PROVÁVEL PELA QUAL A GESTANTE APRESENTA ESTE PERFIL GLICÊMICO É:
Diminuição da movimentação fetal + DMG/HAS → suspeitar de insuficiência placentária, mesmo com controle materno.
A diminuição da movimentação fetal em gestantes com DMG e HAS, mesmo com aparente bom controle glicêmico e pressórico, pode indicar insuficiência placentária. Esta condição compromete a perfusão fetal e pode levar a sofrimento fetal, oligodrâmnio e restrição de crescimento, exigindo investigação imediata.
A gestação em pacientes com Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) e Hipertensão Arterial Gestacional (HAS) é considerada de alto risco, exigindo monitoramento rigoroso. A diminuição da movimentação fetal é um sinal de alerta importante que demanda investigação imediata, pois pode indicar sofrimento fetal. Embora o enunciado mencione que a paciente estava com o diabetes e a pressão 'bem controlados', a presença de DMG e HAS por si só já confere um risco aumentado para complicações placentárias. A insuficiência placentária é uma condição em que a placenta não consegue suprir adequadamente as necessidades do feto, podendo levar a restrição de crescimento intrauterino (RCIU), oligodrâmnio e, consequentemente, à diminuição da movimentação fetal. Mesmo com o controle glicêmico e pressórico materno, as alterações vasculares subjacentes causadas pelo diabetes e pela hipertensão podem persistir e afetar a função placentária. Portanto, a causa mais provável para a diminuição da movimentação fetal nesse cenário é a insuficiência placentária, que deve ser prontamente investigada com exames de vitalidade fetal, como cardiotocografia, perfil biofísico e dopplervelocimetria.
Além da diminuição da movimentação fetal, outros sinais incluem oligodrâmnio, restrição de crescimento intrauterino (RCIU), alterações no perfil biofísico fetal ou na dopplervelocimetria, indicando comprometimento da vitalidade fetal.
Tanto o DMG quanto a HAS podem levar a alterações vasculares placentárias, comprometendo a perfusão e a função da placenta. Isso resulta em menor oferta de nutrientes e oxigênio ao feto, causando insuficiência placentária.
A conduta inicial inclui avaliação imediata da vitalidade fetal, como cardiotocografia, ultrassonografia com perfil biofísico e dopplervelocimetria, para identificar sinais de sofrimento fetal e insuficiência placentária e guiar a conduta.
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