HRAC-USP/Centrinho - Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais - Bauru (SP) — Prova 2024
Em relação à insuficiência pancreática exógena, podemos considerar possíveis os seguintes achados, EXCETO:
Insuficiência pancreática exógena → Achados de imagem incluem calcificações, dilatação ductal, atrofia.
A insuficiência pancreática exógena é frequentemente uma consequência da pancreatite crônica, que leva à destruição progressiva do parênquima pancreático. Os achados de imagem típicos refletem essa destruição, como calcificações, dilatação ductal e atrofia glandular.
A insuficiência pancreática exógena (IPE) é a incapacidade do pâncreas de produzir e/ou secretar enzimas digestivas suficientes para a digestão adequada dos alimentos. É uma complicação comum da pancreatite crônica, fibrose cística e ressecções pancreáticas. O diagnóstico da pancreatite crônica, que frequentemente leva à IPE, baseia-se em uma combinação de achados clínicos, laboratoriais e de imagem. Os exames de imagem desempenham um papel crucial na identificação das alterações morfológicas associadas à pancreatite crônica. A tomografia computadorizada (TC) e a ressonância magnética (RM), incluindo a colangiopancreatografia por ressonância (CPRM), são as modalidades mais sensíveis para detectar calcificações parenquimatosas, dilatação do ducto pancreático principal e seus ramos, cistos, atrofia glandular e irregularidades do contorno pancreático. A radiografia simples de abdome pode revelar calcificações grosseiras em estágios avançados. A ultrassonografia abdominal, embora útil para triagem e avaliação de complicações como pseudocistos, tem menor sensibilidade para o diagnóstico precoce da pancreatite crônica devido à sua limitação na visualização do pâncreas. Achados como estenose do ducto pancreático principal abaixo de 0,4 cm, isoladamente, não são considerados critérios diagnósticos robustos para pancreatite crônica, que geralmente exige um conjunto de alterações mais evidentes ou a presença de calcificações. O manejo da IPE envolve a reposição de enzimas pancreáticas para melhorar a digestão e absorção de nutrientes.
A radiografia simples pode mostrar calcificações salpicadas e difusas no parênquima pancreático, que são um sinal tardio e patognomônico de pancreatite crônica avançada.
A ultrassonografia é limitada pela interposição de gases intestinais e pela profundidade do pâncreas, o que dificulta a visualização detalhada de pequenas alterações parenquimatosas ou ductais, especialmente em estágios iniciais.
A ressonância magnética, especialmente a colangiopancreatografia por ressonância (CPRM), pode mostrar dilatação, estenoses ou defeitos de enchimento no ducto pancreático principal, associados a alterações em pelo menos três ramos colaterais, além de atrofia ou calcificações parenquimatosas.
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