Diagnóstico de Insuficiência Pancreática Exócrina

UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2025

Enunciado

A insuficiência exócrina do pâncreas pode ser avaliada por meio da mensuração do(a):

Alternativas

  1. A) Amilase sérica.
  2. B) Calprotectina fecal.
  3. C) Triglicerídeo sérico.
  4. D) Elastase fecal 1(C1).

Pérola Clínica

Elastase fecal-1 < 200 µg/g = Insuficiência pancreática exócrina.

Resumo-Chave

A elastase fecal-1 é o teste não invasivo padrão-ouro para avaliar a função exócrina do pâncreas, sendo altamente estável e específica para a produção enzimática pancreática.

Contexto Educacional

A insuficiência pancreática exócrina (IPE) ocorre quando o pâncreas não secreta enzimas suficientes (lipase, amilase, proteases) para a digestão normal, resultando em má absorção de nutrientes, especialmente gorduras (esteatorreia) e vitaminas lipossolúveis. O diagnóstico clínico é muitas vezes tardio, pois o pâncreas possui uma grande reserva funcional, manifestando sintomas apenas quando mais de 90% da função está comprometida. A mensuração da elastase fecal-1 revolucionou o diagnóstico, substituindo testes invasivos e complexos como a coleta de suco duodenal após estimulação com secretina. Diferente da gordura fecal (que indica má absorção mas não a causa), a elastase é específica para a etiologia pancreática.

Perguntas Frequentes

Por que a elastase fecal-1 é preferida para avaliar o pâncreas?

A elastase-1 é uma enzima proteolítica produzida exclusivamente pelo pâncreas. Ela se liga aos sais biliares e passa pelo trato intestinal sem sofrer degradação significativa. Sua concentração nas fezes reflete diretamente a capacidade de secreção exócrina do pâncreas, sendo um teste simples, não invasivo e que não sofre interferência da terapia de reposição enzimática pancreática.

Quais são os valores de referência da elastase fecal-1?

Valores acima de 200 µg/g de fezes são considerados normais. Valores entre 100 e 200 µg/g sugerem insuficiência pancreática exócrina leve a moderada, enquanto valores abaixo de 100 µg/g indicam insuficiência pancreática exócrina grave. É importante notar que fezes líquidas (diarreia) podem diluir a amostra e gerar resultados falso-baixos.

Quais patologias causam insuficiência pancreática exócrina?

As causas mais comuns em adultos são a pancreatite crônica (frequentemente alcoólica) e o câncer de pâncreas. Em crianças, a fibrose cística é a causa principal. Outras condições incluem a síndrome de Shwachman-Diamond, cirurgias pancreáticas ou gástricas prévias e diabetes mellitus de longa data.

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